Imagem: Rede Esportiva

Façamos as contas: nas últimas dez edições do estadual, em cinco delas tivemos Brasil ou Pelotas na segunda metade da tabela da classificação, sendo que em duas vezes o Lobo acabou sendo rebaixado(se pegarmos 2020, teríamos mais uma). E destes dez campeonatos, em apenas quatro vezes ambos estiveram na elite juntos. Muito pouco, não?!

É bem verdade, e não podemos esquecer, que nesse meio tempo tivemos o Brasil sendo vice-campeão em 2018, e em 2014 e 2015, o clube da Baixada foi bi-campeão do interior, sendo 3° e 4° colocado no geral, respectivamente. E foi só isso que tivemos de resultados positivos na capital nacional do doce. É pouco, e isso demonstra que ocorrem erros nos dois lados da cidade.

Vejamos: em 2012, com dezesseis clubes participantes, o Pelotas acabou na oitava colocação, com a razoável margem de sete pontos distante da zona do rebaixamento. No ano seguinte, o quadro foi mais delicado: de dezesseis, foi décimo. Porém a distância da degola foram de dois mínguos pontos.

O ano de 2014 foi de opostos: enquanto o Brasil foi terceiro colocado no geral, e campeão do interior, o Pelotas foi muito mal, acabando na lanterna e rebaixado para a segundona. Em 2015, ano que o Brasil conseguiu o acesso para a série B do Brasileiro, e como já citado acima, o clube foi 4° no certame pampeano. Em 2016, já em outra realidade no cenário nacional, o Xavante foi oitavo, no primeiro ano em que o Gauchão começou a diminuir.

Na ocasião, foram catorze clubes participantes, e a distância para o Z3 foi de 5 pontos, uma margem razoável. No ano seguinte, já com doze clubes, o Brasil foi décimo, escapando da degola na última rodada e ficando apenas um ponto acima dos clubes rebaixados. Já 2018, o time comandado pelo técnico Clemer fez um grande campeonato e ficou na segunda colocação, perdendo a final para o Grêmio.

Chegamos a 2019, e com a nossa dupla junta de volta, amargamos a nona e décima colocação apenas. O Pelotas acabou um ponto na frente do Brasil. E mesmo sendo os primeiros clubes acima do Z2, a margem de pontos ficou minimamente razoável: seis e cinco pontos, respectivamente. Porém, muito disso se deu pela baixíssima pontuação dos rebaixados Avenida e Veranópolis.

Em 2020, o Gauchão teve um fato novo: a pandemia. Depois da parada, ficou resolvido que, para voltar, não haveria rebaixamento. E na volta, o Pelotas foi último e o Brasil nono, dois pontos acima dos times que teoricamente caíriam. E neste ano, a memória ainda é fresca para todos nós: o Lobo foi lanterna de novo, e o Brasil, bem como em 2020, nono, com três pontos de diferença do Esportivo, o outro rebaixado.

Fiz esse apanhado todo para mostrar que com toda nossa história, tradição e paixão de nossas torcidas, nos últimos dez anos temos menos resultados positivos do que deveríamos e gostaríamos. Temos o Brasil sendo um dos quarenta maiores clubes do país, e é muito pouco achar que é razoável termos três nonos lugares seguidos por parte dos rubro-negros, mesmo que a prioridade declarada seja sempre o nacional, em uma competição com apenas doze clubes. Ou pensar que com toda sua tradição e história, achar que os últimos anos do Pelotas, que foi lanterna três vezes e rebaixado em duas, sejam aceitáveis.

É necessário repensar algo. Fugir do mais do mesmo. Temos camisa, temos torcida, temos tradição. Mas isso já ficou provado que não basta para termos resultados significativos no nosso campeonato estadual.

MERECE PALPITE

Hoje, as 14h, o Barcelona enfrenta o Granada. É um bom jogo para apostar em vitória do Barça, ou, sendo um pouco mais audacioso, ir até a categoria especiais de jogadores, apostando em um “combo” com a vitória do Barcelona e um gol de Messi a qualquer momento.
Cadastre-se na KTO.com para brincar, e, na ocasião do primeiro depósito, coloque o cupom EDUARDOTORRES e ganhe 20% em cima do valor.

Deixe uma resposta