Na noite da última sexta-feira, o vice-presidente de futebol do Brasil, Dr Claudio Fabricio Montanelli, recebeu atendimento médico em um centro clínico na rua Armando Sicca, nas Três Vendas. Logo de sua chegada ao local, próximo das 20h, fui informado pelo amigo Cecilio Oxley, que o acompanhava, juntamente com Eduardo Fagundes, assessor especial da presidência no Brasil. Fui até o local, e me deparei com um Montanelli falante, como sempre, explicando seus problemas para o corpo médico, porém, nitidamente precisando se afastar de suas funções no Brasil. E foi exatamente assim que ouvi da médica.

Montanelli, que tem histórico de problemas cardíacos – vide a volta de Santo Angelo em 2013, quando o Brasil subiu para a elite do Gauchão, por exemplo – e 66 anos, teve um desconforto no peito, e a pressão mais alta do que o normal. Assim, ele foi orientado para que, no sábado, fizesse mais exames, para confirmar o diagnóstico da noite anterior. Exames feitos, no domingo ele recebeu acompanhamento médico, e, na tarde desta segunda-feira, passara por mais exames. Amanhã, terça-feira, o dirigente seguirá com os procedimentos.

Mantive contato com o dirigente na manhã desta segunda-feira, onde ele me relatou como passara as últimas horas, e disse que à exceção do desconforto, passa relativamente bem. Quer fazer todos os exames logo. À seu modo, falando bastante e usando e abusando das analogias, Montanelli me reiterou da necessidade de se afastar: “Vou ter que cumprir as orientações dos médicos, pois não sou mais criança, e o Brasil sempre mexeu com as minhas emoções. Nos momentos bons, e nos não tão bons assim.” – disse. Ressalto que mesmo com os desconfortos públicos entre a presidência e os integrantes do departamento de futebol, capitaneado por ele, Montanelli sempre relutou para deixar o cargo que ocupava. Mesmo que muitas pessoas próximas à ele, o incentivassem para que ele deixasse o clube, Montanelli, um conciliador desde sempre, em todos os momentos botou a insituição acima dos problemas.

Por ser um dirigente eleito, Montanelli entrou em contato com o presidente João José Cruz, do conselho deliberativo, e acertou uma licença de saúde por tempo indeterminado. Pelo o que soube, após contato com alguns colegas, neste primeiro momento, o Brasil não terá um substituto oficial de Montanelli na pasta.

Confesso que, ao ler alguns comentários, chego a me assustar com o posicionamento de alguns torcedores, que acharam positiva a notícia do afastamento dele. Isso passa de todos os limites. Questionar o trabalho de um dirigente ou de um profissional – por mais que, em algumas situações, por puro desconhecimento de quem questiona, estes sejam injustos – é perfeitamente normal, e eu entendo plenamente. Mas “comemorar” uma saída, sendo que os motivos são problemas de saúde de um pai de família, passa todos os limites do entendimento de razoabilidade. Para isso, não contem comigo. Desejo uma rápida e plena recuperação ao Cláudio Montanelli.

MERECE PALPITE
No embate entre dois clubes em situação periclitante no Brasileirão, Chapecoense e América-MG, é arriscado apostar em um vitorioso. Por isso, apostar em menos de 2.5 gols(odd 1.64) ou menos de 3.5 gols(odd 1.25), acaba sendo uma “bola de segurança”, tendo em vista a ineficácia ofensiva das equipes.


Os textos desta coluna são de responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a opinião dos editores do site.

Deixe uma resposta