Imagem: Rede Esportiva

Neste sábado, quando enfrentar o Remo, o Brasil terá a oportunidade, mesmo enfrentando um adversário longe de ser fraco, de, pelas circunstâncias do jogo, ter mudanças que já se mostraram necessárias logo no começo da Série B. A situação vem a calhar para isso, e as mudanças devem ser feitas.

O Remo, adversário do sábado, tem estilo de jogo propositivo e conhece bem o terreno, afinal, joga em casa. Isso pode facilitar pois deixará o Brasil em condições de fazer um jogo “com a sua cara”, de entrega, consistência defensiva e apostando em um dos pontos fortes do ano passado: os contra-ataques. Porém, alguns fatores necessitarão serem ajustados, como falei no começo do texto. O primeiro deles é utilizar melhor o setor de meio-campo.

Contra o Londrina, o Brasil circulou pouco pelo setor. Mesmo com toda parada, Gabriel Terra se credencia a ter chance entre os titulares, pelo que apresentou quando entrou por ali, e pelo o que Paulo Victor não apresentou. Terra dará mais qualidade na transição, até porque Felipe Gedoz pouco recompõe para auxiliar os volantes, e tem características para ser o homem surpresa nas investidas ao ataque, pois tem boa visão da ocupação dos espaços e pisa bastante na área. E pelo lado? Se tiver seu nome incluso no BID – após a prorrogação do contrato de empréstimo – dentro do plantão que será feito pela CBF e FGF, eu ainda daria mais uma chance ao Netto. Talvez fosse uma das últimas chances, mas vejo sua velocidade como ponto importante em um jogo desses. Ele e Jarro teriam papel de protagonismo, caso as coisas encaixem e saiam como o planejado.
Por fim, outras duas entradas nas quais tenho simpatia: Ramon e Kevin. A entrada dos dois contra o Londrina mostrou da fundamental importância de agregar qualidade no time. Ramon é mais jogador que Júnior Viçosa. Ou, na pior das hipóteses, está mais jogador. Viçosa não aconteceu desde que chegou, e por mais que hajam motivos para defender sua permanência, creio ser arriscado. Ramon tem confiança quando veste vermelho e preto.

Muitas vezes ele é cobrado por erros, mas ele erra pelo fato de tentar demais. Além do que, tendo em vista o jogo que se desenha, suas características são importantes para o que pode vir a acontecer. Já Kevin, ao que parece, confirmou todas as boas referências vindas de Belo Horizonte. No pouco tempo que esteve em campo contra o Londrina, ele se mostrou um lateral de extrema qualidade, com uma subida ao ataque demasiadamente interessante e que tem repertório. Tive a nítida impressão de que via um lateral de outra turma. E para ajudar, vendo a derrota do Remo para o Atlético ontem, pela Copa do Brasil, notei um grande espaço a ser preenchido nas costas dos extremas do Remo, que se forem feitos com qualidade, facilitaria – muito – a vida Xavante no jogo.

Mais uma vez, não será um jogo fácil. O Remo virá para cima do Brasil. Mas as circunstâncias da partida, como já disse, colocam possibilidades interessantes de ajustes na escalação e de adaptações no estilo de jogo, que podem acelerar a melhora futura que venho falando há algum tempo, mesmo que eu ainda prefira ter um pouco mais de paciência, pelo fato de a ver como quase certa logo ali. Aguardemos.

MERECE PALPITE
Inter e Palmeiras vão ao Nordeste, para enfrentar hoje, respectivamente, Vitória e CRB. Mesmo fora de casa, os times de Série A devem passar pelos times da B.

Deixe uma resposta