Arte: Rede Esportiva

Conversando com o amigo Marcelo Prestes, narrador e apresentador da Rádio Universidade, ele me convenceu que as prioridades para contratações no Brasil seriam laterais, um meia e um atacante de área. Todas posições importantíssimas, mas quero me ater a uma em especial: o centroavante.

Desde que começou a escalada de divisões, que o colocou em outro patamar no futebol brasileiro, o Xavante sempre teve os atacantes “de área” sendo fundamentais. Lembro de Éder Machado, Papa, Nena, Leandrão e Lincom. Existem alguns – menos saudosistas que eu – que já são adeptos do “falso 9”, que nada mais é do que um jogador de movimentação no lugar do centroavante. Eu até vejo isso como uma boa opção, mas não dá para abrir mão do camisa 9. O torcedor xavante sabe disso: pergunte se ele não tem saudade dos citados acima.

Claro que nos últimos anos o Brasil teve um técnico que tinha no atacante de referência um dos eixos principais de sua engrenagem tática. Rogério Zimmermann não brincava em serviço quanto a isso. A bola área era treinada à exaustão, e por isso que a busca no mercado atrás de jogadores dessa caraterística era intensa. Era preciso ser efetivo para comandar o ataque de RZ. O que foi repetido com Clemer.

Ultimamente a régua diminuiu e os nomes que vieram para vestir a 9 do Brasil não eram do mesmo nível dos já relatados nesse texto. E os gols escassearam. Lembram do Eliel, né?

A realidade é límpida e cristalina: se o presidente falou que chegarão de 4 a 6 reforços, estes devem ser titulares. Laterais, meias, atacantes… Eles devem ser chamados para chegar e jogar. E para isso, convenhamos, o camisa 9 tem que ser de outra turma. Para manter a tradição de bons valores no comando de ataque e para dar uma tranquilidade ao torcedor rubro-negro.

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Um comentário

  • Proto 14 / 06 / 2020 Resposta

    Já estou Velho. Senão quem sabe…

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