Imagem: Rede Esportiva

Quero pedir para que, neste primeiro momento, deixemos o resultado de lado. Vamos falar sobre nível técnico de atuação. Contra o Remo, mais uma vez, o Brasil apresentou quase nada. E eu não vi nada que não fosse esperado.

Lembro aos estimados amigos que esse quadro era previsível. Até que Tencatti conseguisse mudar o esboço de time do Gauchão para um novo Brasil, a tendência é que as coisas fossem difíceis. E tem alguma lógica: se no Gauchão, com nível infinitamente mais baixo, foi difícil, o que falar da Série B com o mesmo time? O Brasil passa por um período de transição, onde as coisas não serão rápidas, porém, algumas coisas assustam.

Eu sigo mantendo minha previsão: se tudo correr dentro do previsto, será possível ver alguma melhora técnica no Brasil entre a quarta e sexta rodada. Até lá, as coisas não fáceis. Só que, contra o Remo, algumas coisas me chamaram a atenção: Tencatti mudou a formação inicial, mas, a meu gosto, mexeu errado. Sem Jarro, lesionado, ele foi de Luiz Fernando; e com Netto mal tecnicamente, ele foi de Cristian. Creio que estes possam ser boas alternativas, mas, pelo já visto(e não visto), existem prioridades para troca no time titular, principalmente quando as coisas não foram bem(de novo) e o resultado não tenha vindo. Mesmo que o Brasil tenha sido extremamente prejudicado com um pênalti claríssimo que não foi marcado em Luiz Fernando, ainda no primeiro tempo.

Vejamos: não vejo Arthur tão mal, mas o problema, para ele, é que seu concorrente – Kevin – já se mostrou bem mais jogador. E achei desnecessário deixar para colocá-lo faltando 10 minutos no jogo do sábado. Ele é muito jogador para jogar tão pouco. E, convenhamos, o Brasil não está em condições de abrir mão de qualidade.

Outros dois jogadores que tem em sua titularidade algo gritante: Gabriel Terra e Ramon. E olhem que nem vou colocar Fabrício nesse grupo. Ainda.
Paulo Victor ainda não aconteceu. Mais uma vez jogou menos do que se precisa para um jogador dessa posição. Por isso, o Brasil não tem circulação de bola por dentro, o que faz com que o sistema ofensivo fique mais pobre e mais previsível. Mesmo com duas rodadas, sua titularidade já não se justifica mais. E o outro jogador é Júnior Viçosa. Ele tenta, tenta e não consegue. Ramon já se mostrou mais útil, com mais recursos e mais qualidade. Isso ficou visto contra Londrina e Remo. Até os quero-queros que sobrevoam o Bento Freitas já viram isso.

Reitero: é necessário ter calma para que qualquer análise quanto ao Brasil não seja prematura. Lembremos que, até aqui, a espinha dorsal é a que não deu resultado no Gauchão. Existem boas alternativas a entrar no time titular, que devem melhorar razoavelmente o que se vê. Porém, se por um lado pode-se esperar, por outro, insistir em situações que já se mostraram insuficientes, é pura perda de tempo. E já sabemos que o Xavante não pode se dar ao luxo. Simplificar é preciso.

MERECE PALPITE

Vitória e Náutico se enfrentam hoje, em clássico nordestino pela Série B, em uma partida bastante importante. Em melhor momento, o Náutico, mesmo estando como visitante, aparece como favorito (odd 2.44) e deve vencer o jogo.

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