Foto: Rede Esportiva

Em uma das últimas colunas que escrevi, disse que faria o possível para não falar em temas que não fossem relacionados com a parte técnica do futebol. Peço desculpas, pois com o atual quadro não é possível me omitir.

Em Porto Alegre, levamos três meses e meio para chegar em 100 óbitos. E em pouquíssimo tempo, esse número quase dobrou. Em Pelotas, nos orgulhamos durante muito tempo em não termos nenhum óbito em meio ao cenário pandêmico. Hoje, já temos 10. A ocupação de leitos de UTI Covid na capital já está quase esgotada, aqui em Pelotas os números já assustam também.

E nisso tudo, a “dona” FGF junto das suas forças aliadas (leia-se a empresa detentora dos direitos televisivos e a dupla Gre-Nal) forçou tudo o que pôde e conseguiu a volta. Repito: não sou contra o futebol. Sou contra o futebol AGORA, quando os números disparam e serviços estão fechados.

Desde a volta aos treinos, se a memória não me trair, já tivemos casos em São Luiz, Caxias, Juventude, Grêmio, Inter e na Dupla da Capital do Doce. O Brasil teve um caso de infectado que já não transmitia mais o vírus, na apresentação, e outro, assintomático e já isolado, que foi diagnosticado nesta sexta. O Lobo teve 4 casos: o vírus foi encontrado em via aérea em todos os casos, e testes quantitativos serão feitos para haver exatidão no diagnóstico. Todos estão isolados e serão submetidos aos protocolos da secretaria de saúde. Segundo o Dr. Mauro Pavesi me passou, pode ser que já estejam até curados, pois o vírus circula por alguns dias em via aérea nos curados. Tomara.

Nesta sexta o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr, acertadamente, vetou a realização do clássico Gre-Nal em Porto Alegre. Era ilógico pensar em clássico na cidade onde se tem o pior cenário de Covid-19 no estado. Seria uma falsa expectativa de volta à normalidade, que no momento está longe de ser possível.

Sei que me torno repetitivo, mas, por mais que seja necessário no aspecto econômico, vejo essa volta do Gauchão como extremamente temerosa. Oremos.


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