Imagem: Rede Esportiva

Ontem, na bela ilha de Florianópolis, o Brasil empatou com o Avaí, o que, em condições normais de temperatura e pressão, passaria longe de ser um mau resultado. Porém, tendo em vista o que foi visto na Ressacada, com exceção dos últimos quinze minutos, foi um resultado de se lamentar. O empate em 1 a 1 deixou o Brasil fora da zona de rebaixamento, porém, com a mesma pontuação de Ponte Preta, Londrina e Cruzeiro, todos integrantes da zona da degola.

Foi um bom jogo por parte dos Xavantes, principalmente no primeiro tempo. Com uma linha ofensiva de bastante mobilidade, com Netto, Terra e Jarro, o atacante Ramon não ficou desassistido, e o time conseguiu produzir ofensivamente, principalmente pelos pés de Netto. Para melhorar, o primeiro tempo ainda teve uma expulsão de Lourenço, do Avaí, e o gol de Netto. Some-se à isso, um time compactado e de bom rendimento ofensivo. Naquele momento, uma vitória com maior margem era possível, pela criação ofensiva. As coisas iam bem.

Já no segundo tempo o quadro se inverteu. É bem verdade que aquela atuação consistente do primeiro tempo se manteve ainda por algum tempo, pois o Brasil controlava bem a partida e criava para aumentar o marcador. Porém, com um “combo”, o quadro começou a piorar: além do recuo costumeiro, aparentemente o Brasil diminuiu a intensidade – talvez por problema físico. Então, com o “desmonte” do meio-campo, já que Tencati trocou quase todos os jogadores, as chances diminuíram, e ainda assim, o Brasil não conseguia converter as mesmas em gols. E para um time que para vencer, precisa estar sempre no limite, isso não é permitido. Some a expulsão – correta – de Jarro e os últimos quinze minutos de jogo, de pressão do Avaí, que resultaram no gol de empate dos catarinenses, e chegamos ao resultado final. Um empate contra uma equipe forte, fora de casa, mas que, pelas circunstâncias, deixa um gosto amargo, por não ter conseguido uma vitória que era bem possível.

DENILSON
Denilson ainda não está inteiro fisicamente. Ainda assim, sobra em relação aos seus companheiros. É um jogador diferente, que “arredonda” a saída de bola, dando qualidade ao começo das jogadas, e que acaba dando maior possibilidade de que a linha ofensiva consiga render melhor. Além disso, seu senso de espaço no campo é aguçado. Ele dificilmente está fora do lugar. É de outra turma, não há dúvidas.

MERECE PALPITE
Hoje, às 20h, Cuiabá e Corinthians enfrentam-se pelo Brasileirão. Apostar no Cuiabá pode ser arriscado, então, a chance dupla Corinthians ou empate (odd 1.35) acaba sendo boa opção.


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