Arte: Rede Esportiva

Depois de período como colunista aqui no Rede Esportiva, é com muita alegria que volto a esse espaço para, até o dia 15 de novembro, como interino do amigo André Müller, voltarmos a nos encontrar.

Ao amigo André, que está enfrentando um dos maiores desafios de sua vida, agradeço pela confiança e desejo sucesso na caminhada. Vocês que me acompanharam tanto tempo no rádio, e o seguem fazendo nas redes sociais, sabem que antes de jornalista sou um consumidor ferrenho do produto rádio. Acho que para contar histórias é sempre importante saber ouvi-las. E para começar nossa conversa, lembro uma “tirada” do colega Adroaldo Guerra Filho, da Rádio Gaúcha: “Para que simplificar, se tu pode complicar?”

E é esse um dos problemas que vejo no atual quadro azul e ouro. Até agora, é muita invencionice para pouco resultado. Não conheço Ricardo Colbachini pessoalmente, mas sei de sua capacidade e de todos os resultados obtidos em sua carreira, principalmente na base do Internacional. Inclusive fui um dos que elogiou sua chegada na Boca do Lobo. O problema é que, mesmo com o começo recente do trabalho, vejo que urge a necessidade de simplificar.

O grupo do Pelotas na Série D é bastante complicado. São Caetano, Novorizontino e Caxias são equipes fortes e de alto investimento. Dificilmente, no final da primeira fase, estes não estejam entre os quatro que passarão para a próxima fase. O Lobo precisa reagir, e logo. E não apenas em resultados, mas em nível de atuação.

Até agora, vimos um Pelotas oscilante e precisando de estabilidade. Ainda não se viu o Pelotas com uma atuação coesa e coerente. E como é nítido a falta de qualidade em alguns setores, e a falta de peças em quantidade em outros, é preciso simplificar.

Vejamos:
– Felipe Chaves é muito titular no time do Pelotas. Escolha se no lugar de Gabriel Silva, que foi outro que me agradou, ou do improvisado Matheus Santana.

– Na lateral esquerda, enquanto não houver outro nome, não há o que pensar: o jovem Gabiga é titular. Não existe necessidade de colocar um zagueiro improvisado, como Wendel, que já atuou por ali.

– No meio, urge ainda mais a possibilidade de simplificação: Itaqui, bem fisicamente, tem que jogar. É de outra turma. Já Moisés, além de bom jogador, tem caraterísticas complementares a Itaqui e também tem de jogar. Na articulação, o único da função é Daniel Costa. Sobra uma vaga, que pode ser para um volante central, no caso de um meio-campo em losango, ou de um jogador ainda mais ofensivo para dar agressividade ao time.

– No ataque, não há dúvidas que a baixa de Hugo Sanches foi muito sentida. Marcão necessita ser abastecido. Ele vem saindo muito da área, e assim, não sendo o “melhor Marcão” que já vimos tantas vezes. Vejo o Lobo com muitos pontas de caraterística parecida. O importante é achar alguém que consiga fazer a conexão rápida entre o meio e o ataque.

Em um dialeto italiano, tudo isso poderia ser classificado como “parole, parole, parole…”, que nada mais é que palavras, palavras, palavras. Essas são minhas impressões. Diferentes da tua que me lê, de Colbachini ou de qualquer outra pessoa. Mas uma coisa é certa: como está, não dá para ficar. O Pelotas terá muitas dificuldades normalmente, mas precisa reagir para não ficar para trás. Não inventar na escalação e não complicar na metodologia de jogo. E essa reação tem de ser rápida.

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