Foto: Victor Lannes

O Lobo empatou a primeira partida do Gauchão, em casa, contra o Novo Hamburgo. O próximo desafio áureo-cerúleo já é no domingo (26), contra o Inter, no Beira-Rio. Antes de voltar a campo, o treinador Antônio Picoli externou algumas situações que vem pesando no vestiário e podem ter refletido dentro de campo.

Questionado sobre uma possível entrada de Busanello na lateral-esquerda para dar mais intensidade a equipe, o treinador fez algumas críticas. “Tá todo mundo apaixonado pelo Busanello. Eu gostaria que ele estivesse apaixonado por ele também. Se não subir a batida, não vai jogar comigo. E não é pessoal. Eu não vou formar jogador pela metade. Não vou ser mais um treinador dando oportunidade a jogador que não se dedica. Voltou diferente depois da Copa. Tô “p” da vida com ele, e ele sabe disso. Então, para acabar com a paixão dele, ou vira homenzinho, ou não vai jogar enquanto eu estiver aqui. Se sobe a batida talvez ele consiga competir aqui. Sou um pouco radical nisso, não negocio”, afirmou.

Picoli ainda ressaltou que a vontade de entrar em campo é fundamental para o futuro dos atletas. “Eu gostaria muito que os jogadores olhassem e tivessem uma gana, que eles ficassem incomodados comigo. Esses que ainda não entenderam a batida. Porque o futebol nunca foi tão fácil sair de uma Série D para uma Série A de Campeonato Brasileiro. Não para os clubes, mas para os atletas. A demanda é muito grande, mas tu tem que querer. Tu não pode achar que uma conquista da Copa te transformou em um grande jogador, precisa ganhar umas dez Copas para virar um grande jogador. Ou fazer um bom Gauchão. Essa é a mensagem que eu passo todos os dias para eles, quem escutar vai usufruir”, falou.

O técnico confirmou que, contra o Inter, pode haver algumas mudanças em relação a equipe que entrou em campo na estreia. “Eu tinha um pouco de dúvida em relação a manutenção da estratégia, que nós já tínhamos desenvolvido antes do jogo contra o Novo Hamburgo, para o jogo contra o Inter. Agora tenho a convicção de que preciso mudar um pouco a estrategia sim. Passa provavelmente pela mudança de alguns nomes, dentro do resultado que eu vou ter daqui a pouquinho no treino”, disse.

Para conseguir as respostas que procura dentro de campo, Picoli destaca o comportamento como principal aliado. “Tem que ter coragem para jogar. Nós tivemos muitas possibilidades de fazer passe para frente. Nós não fizemos. Enquadramos o corpo para se proteger. Mirando para trás”, analisou.

Sobre o restante do campeonato, o comandante acredita que a equipe azul e ouro pode dar liga e buscar bons resultados. “Se esse grupo remanescente da Copa, que eu apostei, se mantiver firme, continuar dando essa resposta internamente, ele fatalmente vai entrando dentro da competição, vai se ajeitando. Mas tem que ter esse comportamento. Eu já disse lá atrás, que tinha alguém ainda segurando a taça da Copa. Raramente eu falo publicamente sobre isso, mas agora eu estou externando porque estou precisando falar. Deu uma melhoradinha na última semana, mas preciso mais.”

Cla

Arte: Rede Esportiva

Classificação do Gauchão após a primeira rodada

Arte: Rede Esportiva

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