Foto: Victor Lannes

Atualmente no Remo, do Pará, o atacante Giovane Gomez começou a carreira no Pelotas, foi peça fundamental em momentos marcantes do Lobo e lembra com carinho do ex-clube em entrevista ao repórter Marcelo Prestes, da Rádio Universidade.

“Tenho saudades, ás vezes falo com alguns torcedores (…) tem vários momentos bons no Pelotas que tenho gravado na minha memória. Os títulos foram muito importantes. Eu estava desde 2015 no Pelotas, joguei Divisão de Acesso e Copinhas. Foi muito importante conquistar esses títulos, mas tenho outras várias boas lembranças. Gols importantes, gols no final das partidas, gols de classificações, isso me deixa muito feliz”, disse.

Foto: Tales Leal / AI Pelotas

Falando em gols, o artilheiro do Lobo na Copa Seu Verardi (campeão em 2019) lembrou um jogo que ficou guardado na memória afetiva. “Contra o Grêmio, em 2017, a gente tava perdendo e eu fiz o terceiro gol de cabeça que deu a classificação na Copa Paulo Sant’Anna. Lembro que tava no banco, a torcida já estava desanimando, alguns estavam indo embora, aí eu entrei, fiz o gol e vi o pessoal todo comemorando e se abraçando”, lembrou.

Após o destaque vestindo a camisa azul e ouro em 2019, na artilharia do Lobo e fazendo até hat-trick, o atacante foi contratado pelo Remo, onde já marcou gols. Recentemente, antes da pausa no futebol, a equipe foi eliminada da Copa do Brasil e o treinador Rafael Jacques foi demitido.

“Aqui é complicado, tem uma torcida muito forte e que cobra bastante. Se perder um clássico a história muda, o jogo vira. Se ganhar também, a moral sobe. A gente vinha de outra Copa do Brasil que havia sido eliminado pelo Brusque, então a torcida tava pressionando muito. Infelizmente fomos derrotados lá, por um placar não muito bom, mas graças a Deus tive a oportunidade de entrar e fiz um gol. Futebol é assim”, comentou.

Sobre a adaptação no novo estado, Gomez cita os elementos climáticos como maiores desafios. “O começo foi muito difícil, estava acostumado com o Rio Grande do Sul, jogos no frio, treinos no frio e aqui é muito quente. Tem uma coisa que achei estranho aqui, que os campos são muito pesados, todos os dias chove à tarde e os campos ficam pesados. Esse ano os jogos foram no Magueirão, estádio do estado, é um gramado muito pesado mesmo. Estranha bastante. Procurei me adaptar rápido para conseguir jogar”, contou.

Foto: AI Remo

O futuro após a pandemia ainda é incerto, o jogador inclusive comentou que pretende voltar a Pelotas nas próximas semanas devido à situação crítica do coronavírus no Pará. “Seguimos treinando, mesmo sem poder sair, estamos treinando em casa, fazendo o que dá. O preparador físico passou treinos diários para alguns. O presidente já comentou por aqui que como mudou o treinador vai ter troca de jogadores, alguns vão ser mandados embora. Para jogar a Série C vão ser contratados novos jogadores”, falou.

Antes da pausa, o Remo estava na segunda colocação do Campeonato Paraense, com 17 pontos. Dois a menos que o líder Paysandu.

 

Deixe uma resposta