Imagem: Rede Esportiva

Depois que a pandemia do coronavírus desgraçou o mundo, o calendário do futebol mundial custou a entrar nos eixos, mas, minimamente se acomodou. Pelo menos na primeira linha do esporte mais popular do planeta. Digo isso pelo fato de que em competições secundárias a normalidade ainda não ocorreu de maneira totalitária.

Ano passado, a famosa Segundona Gaúcha não foi disputada, e até entendo. O covid “chegou chegando” mais ou menos na época em que se precisava começar o planejamento para o certame, e ainda assim, ela quase ocorreu. A competição não se deu apenas pelo fato que, de última hora, aconteceram diversas desistências, e apenas três ou quatro clubes permaneceram com o propósito de disputá-la, tornando inviável a disputa. Já a Copinha ocorreu no segundo semestre, também com número reduzido de clubes, mas saiu.
Este ano, com a turma do interior do estado fazendo uma “copa do mundo”, como diz meu amigo Claudio Montanelli, os clubes do interior, com toda dificuldade possível, conseguiram se organizar um pouco mais, e depois do Gauchão, já temos a Terceirona – infelizmente, sem o Farroupilha – andando, e logo em seguida, a FGF se planeja para ter a bola rolando na Segundona, e, quem sabe na Copa FGF.

Coloco a Copinha no condicional, pois ao que parece, Luciano Hocsmann e a FGF, acharam o segundo semestre para encaixar as duas competições, que devem ocorrer de maneira concomitante, fazendo com que se torne pouco menos viável a disputa da competição por parte das equipes da Segundona. Porém, se a competição sair, não tenho dúvidas: o Pelotas tem de participar.
Entendo perfeitamente os que possam vir a serem contrários. A série D e o próprio Gauchão deste ano – quando o Pelotas teve só meia cota de TV – fizeram com que o equilíbrio nas contas do clube não fosse o mesmo, e fizesse com que as coisas fugissem das condições ideais. Mas outros tantos pontos fazem com que eu acredite que seja de fundamental importância jogar.

Primeiro: o Pelotas é um clube de futebol. Não dá para achar razoável ver o clube não atuar em sua atividade-fim.

Segundo: caso não jogue a Copa FGF, o Pelotas deverá ficar mais de um ano sem disputar uma partida oficial. O que, convenhamos, fará, com que as coisas no clube, fiquem ainda mais difíceis, também.

Terceiro: normalmente o Pelotas entra na Copinha favorito. Neste ano, com ampla maioria de times da Terceirona e um ou outro time do Gauchão, faz com que as condições de título possam acontecer de maneira substancial. O que faria um bem para o caixa do clube e para a torcida, machucada pela queda.

Quarto: planejamento para subir geralmente começa em um período maior. Lembro que o time de 2018 começou a ser pensado em 2017. Na Copinha.

Quinto: vencer a Copa FGF dá a oportunidade do Pelotas jogar a Copa do Brasil do ano que vem. O que, além do aporte financeiro, daria a oportunidade do clube ter uma boa vitrine para oferecer aos jogadores para montar o elenco na Segundona do ano que vem.

Poderia seguir enumerando outros tantos motivos que me fazem pensar que, com todos os problemas ocasionados pelo rebaixamento, a disputa da Copa FGF é saída iminente para o Lobo, mesmo que respeite quem pense ao contrário, mas paro por aqui. É necessário aguardar pelo sinal da própria Federação, e depois ver o que será feito nas entranhas da Boca do Lobo.

MERECE PALPITE
Hoje, às 21:30, o Flamengo enfrenta o Unión La Calera, fora de casa, pela Libertadores, e é amplo favorito. Tamanho favoritismo coloca a odd pela vitória do Fla baixa (1.32), mas indo no combo vitória do time carioca + 2.5 gols no jogo já coloca a odd bem mais interessante: 1.73. Vale o investimento.

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