Imagem: Rede Esportiva

O Pelotas está rebaixado para a divisão de acesso do Gauchão. Era necessária uma combinação de resultados paralelos, somado a uma vitória do próprio Pelotas na última rodada. E tudo estava dando certo, até os trinta e nove minutos da etapa final, quando, com requintes de crueldade, o Caxias empatou, com gol de um dos principais nomes do título da segundona 2018: Giovane Gomez. Coisas do futebol.

Eu sempre acreditei que um rebaixamento é algo muito grande, significativo e dolorido para tentar achar apenas uma causa, ou um culpado. Vejo a queda como uma sucessão de erros que se acumularam, onde várias pessoas tem sua parcela de responsabilidade.

Ferran Soriano, atual diretor executivo do Manchester City, certa vez escreveu que “a bola não entra por acaso”, e realmente isso acontece. É preciso saber o motivo da bola entrar, e de quando ela não entra também. Creio que o rebaixamento não tenha acontecido no sábado, e sim desde o momento quando, no ano passado, foi definido que não haveria queda por conta da pandemia.

O Pelotas foi lanterna, mas não caiu. Era preciso entender a mensagem que tinha ficado nas entrelinhas após o pífio Gauchão 2020 do Lobo e isso não foi feito.

A formatação do plantel para a disputa da série D foi cercada de erros, com um lote de jogadores insuficientes desembarcando na Boca do Lobo, dando mostras que o sucesso na competição nacional seria difícil de acontecer.

Resultados até apareceram, mas mascararam atuações técnicas de pobreza franciscana, e também inúmeros empates contra times ainda mais fracos que o Pelotas, o que acabou acarretando em uma eliminação ainda na primeira fase, onde de oito equipes no grupo, quatro classificavam. Ali já ficava claro que o trabalho da comissão técnica era insuficiente, bem como boa parte do plantel.

Porém, para a disputa do Gauchão deste ano, o antigo diretor executivo de futebol já havia renovado com boa parte do grupo, “estrangulando” a folha de pagamento, e diminuindo a possibilidade de maior investimento, pois, lembremos, o Pelotas entrava com meia cota da verba oriunda da detentora dos direitos televisivos da competição.

Ah, e o técnico, de trabalho questionável na série D, fora mantido. Tudo isso feito pelo departamento de futebol, mas, claro, com a anuência do – meu amigo – presidente Gilmar Schneider.

Nesse meio do caminho, houve troca no futebol: saiu Moisés Von Ahn e voltaram Manoel Nunes e Rafael Farias, nomes “da casa”, que comandaram o departamento de futebol em 2018, e assumiram com a comissão definida e com a base do plantel montada. Porém, as peças trazidas pela dupla, igualmente com as que já estavam no plantel, não deram a resposta necessária, salvo raríssimas exceções. E, na humilde opinião deste colunista, duas atuações no começo fizeram parecer que as coisas poderiam dar certo: o empate contra o Inter e a vitória contra o Juventude. Ledo engano.

O Pelotas, além de ter montado um plantel fraco, era pouco competitivo. A ideia de jogo adotada por Colbachini era totalmente inexequível para a matéria prima que ele tinha disponível, e equivocada para a cultura do Gauchão, um torneio curto e de muita disputa. Eram necessárias mudanças, porém ele não mudou. E a direção do Pelotas demorou para trocar a comissão.

Atrevo-me a dizer, que no momento da troca, a matemática mostrava ser totalmente viável escapar – e a última rodada mostrou que era – mesmo que o Pelotas não demonstrasse nenhuma aptidão para tornar-se competitivo e apresentar um melhor futebol. Mas, nas mãos de Rafael Jaques, até se viu lampejos de bom futebol, como no clássico Bra-Pel, e mais competitividade, como nos próprio clássico, no primeiro tempo contra o Grêmio e contra o Caxias. Mas foi muito pouco.

Não dá para dizer que o desfecho foi uma surpresa, e muito menos injusto. Vários sinais mostravam que as coisas não andavam bem desde o ano passado, e diversas pessoas da linha de frente no clube não fizeram a leitura correta de questões razoavelmente simples de serem resolvidas. O rebaixamento não acontece por acaso.

Que, a partir de agora, o Pelotas tenha serenidade para juntar os cacos e fazer as avaliações necessárias, principalmente para errar menos na atividade fim do clube: o futebol. Que tenha união de todas as pontas dentro da Boca do Lobo, pois as decisões que sempre são difíceis, ficarão ainda mais complicadas, e o caminho de volta, todos sabemos, é tortuoso e extremamente complicado.

MERECE PALPITE

Pelo Campeonato Italiano, o Torino recebe o Napoli, com as duas equipes em situações distintas na tabela. Os donos da casa tem pontuação de time rebaixado, já o Napoli está muito no páreo para conseguir uma vaga na próxima Champions, e para conseguir, precisa vencer. Por isso, meu palpite é no Napoli. Vai lá na KTO.com, te cadastra e aproveita! Ah… após o primeiro depósito, coloca o cupom EDUARDOTORRES que a KTO vai te dar 20% de bônus em cima do primeiro depósito.

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