Arte: Rede Esportiva

Não gosto de escrever em cima de suposições. Ainda mais no futebol, que, como já disse Argel, “a verdade de hoje é a mentira de amanhã”. Hoje está certo, amanhã não está mais. Ou ainda: hoje está certo, daqui meia hora não está mais. Mas como, graças a Deus, sempre tive bons amigos que me passavam boas informações, errei muito menos do que acertei.

Quando escrevi sobre o goleiro Renan, tinha a informação de que o acerto verbal já existia. Pelo que ouvi nas rádios, a informação vai se confirmar. Com Jardel não tenho tanta informação, mas sei, de fonte fidedigna, da vontade dele em voltar para a cidade e do carinho que ele tem pelo clube. Ele, que tem contrato com o Operário até dezembro, confirmou sondagem mas garantiu não ter proposta. Se a proposta chegar e as partes fecharem, será um bom reforço. Não há dúvidas. Porém, existem pontos a se considerar.

Se Jardel deixar Paranaguá e for para o Pelotas, ele não será o mesmo atleta da primeira passagem. De lá para cá, passaram-se dez anos. Por mais que ele se cuide e preze por sua parte física, quem assisti-lo de azul e amarelo verá o mesmo jogador combativo e voluntarioso, mas naturalmente com menos vigor e mais inteligência, característica inerente daqueles bons jogadores que vão se moldando com o passar dos anos. Ele será próximo do Jardel de 2015, que jogou – e bem – pelo Brasil na Série C, mesmo que por menos vezes que muitos achavam ser o ideal – e na maioria das vezes na lateral. Ainda assim, já era menos vigoroso.

Será um mau reforço? Evidente que não! Caso ele chegue à Boca do Lobo, dificilmente não seja titular, pois é um grande jogador e acrescenta muito. Me permito dizer que Jardel jogaria hoje em Pelotas ou Brasil. Minhas ponderações são exclusivamente quanto à mudança de característica com o passar do tempo. A qualidade dele todos conhecemos. Porém, uma coisa é o Jardel de 2010. Outra o de 2020.

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