Foto: Tiago Winter

Rafael Dal Ri | Goleiro | 42 anos | Natural de Sobradinho/RS

À primeira vista, o currículo pode causar a impressão de que se trata de um nômade do futebol – como muitos outros. Um olhar atento, no entanto, faz cair por terra tal pensamento. Rafael Dal Ri não é um jogador ou um goleiro qualquer. De personalidade forte, estilo próprio, é um atleta único. Que segue em atividade aos 42 anos de idade.

Rafael iniciou seus laços com o Lobo no início dos anos 2000. Em 2001, foi titular do time que conquistou o título do Interior, e, em 2002, esteve na histórica participação áureo-cerúlea na Copa Sul-Minas. Mas a relação com o Pelotas superou a vida profissional. Em 2003, mesmo já não fazendo parte do elenco, realizou a cerimônia de casamento com a jornalista Taís Ruiz na Boca do Lobo: no gramado, embaixo da trave onde guarda vários sentimentos. “Tudo que envolveu colocar o manto número 1 me marcou. Até mesmo quando coloquei terno para casar o Lobão estava comigo”, diz, em entrevista ao Rede Esportiva.

“Tudo que envolveu colocar o manto número 1 me marcou, até mesmo quando coloquei terno para casar o Lobão estava comigo…”

Foto: arquivo pessoal

Rafael, Taís e os filhos comemorando bodas de estanho (Foto: arquivo pessoal)

O retorno à Boca do Lobo veio 10 anos após o casório. E não para atuar. Em 2013, Rafael voltou ao estádio para comemorar bodas de estanho. Três anos depois, aí sim, voltou ao Pelotas para jogar: numa passagem curta, defendendo o clube na Divisão de Acesso 2016. “Sempre tive um vínculo muito grande com o torcedor, tudo isso porque sou apenas mais um deles, só que do lado de dentro do campo”, comenta.

Hoje em Manaus, no Fast Clube, onde disputa o Campeonato Amazonense, Dal Ri não esconde: quer voltar ao Lobo e atingir assim uma marca que, segundo ele, seria um recorde no futebol do Rio Grande do Sul. O 17º Gauchão da carreira. O desejo de atuar em um Bra-Pel, ele também deixa claro. Afinal, nas próprias palavras, trata-se de um clássico “mágico, especial e enlouquecedor”.

Foto: arquivo pessoal

Futuro

Um áudio vazado recentemente no WhatsApp, aliás, mostrou o quanto Rafael deseja vivenciar tal atmosfera novamente. Em mensagem que endereça para o presidente Gilmar Schneider, o atleta se defende de boatos sobre a própria conduta e se coloca à disposição para retornar ao clube. “Tenho certeza absoluta que como um líder positivo que sou e fui sempre dentro do Pelotas, pelo vínculo que tenho dentro do Pelotas, eu poderia ajudar muito, cara. (Ajudar) Muito ao Gavilán, muito a ti, sem falar que tem um Bra-Pel aí, que eu sei o que é jogar. Eu sei o que é ser contra o Brasil, entendeu? Tenho certeza que independentemente de valores salariais eu poderia ajudar muito”, diz no áudio.

Perguntado sobre o assunto, Rafael confirma a veracidade do conteúdo, mas afirma que não houve nenhum tipo de negociação para o retorno. Embora o desejo ainda esteja vivo. Talvez, mais do que nunca.

 

“Tenho vontade e convicção que vou voltar a jogar no meu time do coração”.

Deixe uma resposta