Foto: Victor Lannes / Rede Esportiva

O Pelotas terminou a primeira fase do Campeonato Gaúcho em nono lugar, não conseguindo assim avançar à segunda fase. Jornalistas pelotenses avaliaram o que levou o time à eliminação prematura no campeonato.

Marcelo Prestes | Rádio Universidade

O Pelotas cumpriu bem o seu principal objetivo que era a manutenção na Série A de 2020, e aí está o mérito de Diego Gavilán, que teve um esquema consolidado desde o início da competição e que teve na vitória sobre o Inter o seu principal triunfo. Na hora de avançar, no entanto, faltou qualidade, faltaram alternativas ao esquema que deu certo e, principalmente, grupo.

Gavilán socorreu-se ao mercado que ele conhecia: o paraguaio, e infelizmente não deu certo. Faltou um diretor executivo que conhecesse futebol e, nisso, Marcelo Sangalleti falhou e não disse a que veio, sendo omisso e deixando tudo nas costas da comissão técnica. O Pelotas não classificou porque bateu no teto e não tinha mais para onde crescer. Ficou a frustração de quem esteve toda a competição no G8 e no fim teve um desfecho melancólico e com sentimento de que poderia ter ido mais longe.

Vinícius Guerreiro | Diário Popular

O erro do Pelotas foi o desmanche do departamento de futebol do ano passado e a maneira como foi feito. A comissão de futebol montada por Gilmar Schneider, liderada por Sangaletti e com Álvaro Prange na direção executiva, não conhecia o mercado e contratou muito mal. Tanto que o técnico Diego Gavilán precisou apelar para o mercado paraguaio. A aposta em Gavilán deu resultado pois o Lobo garantiu permanência, porém, a equipe chegou ao limite com um elenco limitado para o Gauchão. A maioria dos atletas que teve destaque já estava no clube. Apenas Airton, Makelele e Rômulo corresponderam.

A entrega tática em termos defensivos sucumbiu à ineficiência ofensiva. Pesou a falta de qualidade dos atacantes, mas também o fato de Gavilán ser um treinador que trabalha melhor a defesa do que a construção e finalização das jogadas.

Eduardo Torres | Rádio Pelotense

A grande realidade é que pelos sucessivos erros de planejamento do futebol do Pelotas tudo que viesse após se garantir no Gauchão do ano que vem seria lucro. Depois de ter mantido uma base razoável de um ano para o outro, Marcelo Sangaletti e Gavilán erraram em quase todas as contratações que deveriam ser pontuais. As exceções foram Airton e Makelele.

O Pelotas fazia “força” para jogar. Se era forte defensivamente, era de uma pobreza ofensiva impressionante. Prova é que só fez mais gols do que o rebaixado Avenida e, nos últimos quatro jogos (nos quais não venceu), só marcou um gol. Para classificar era preciso mais que isso.

Foto: Lucas Uebel / AI Grêmio

Tallis Machado | Rádio Tupanci

O áureo-cerúleo acabou pagando o preço de uma ousada aposta do presidente Gilmar Schneider em trazer Diego Gavilán e suas convicções. A equipe na primeira metade da competição apresentou uma sólida defesa, mas ao longo de todo o campeonato o ataque do Lobo fez apenas um gol, o que pode ser um indicativo do porquê o Pelotas não avançou no Gauchão.

O Pelotas acabou cumprindo o seu primeiro e principal objetivo que era não cair, porém deixou a torcida frustrada por ter perdido o clássico Bra-Pel e ter deixado a vaga escapar nas últimas rodadas, tendo vencido apenas um ponto nas quarto rodadas finais.

Fernando Monassa | Rádio Pelotense

Faltou qualidade ao time e competência na hora decisiva. O técnico Gavilán teve grande parcela de culpa pelo fraco desempenho do time nas últimas quatro rodadas, com escolhas e insistências equivocadas.

Gustavo Louzada | Rádio Universidade

A eliminação do Pelotas na primeira fase já se desenhava no início da temporada. As demissões de Manoel Nunes (Neca) e Rafael Farias já demonstravam um ambiente conturbado pelos lados da Boca do Lobo.

Confesso que no primeiro momento achei interessante a aposta no técnico Diego Gavilán para comandar o Lobo. Mas depois, mesmo com um material humano limitado, algumas decisões do técnico paraguaio não foram tomadas de maneira correta, como por exemplo a utilização de Giménez em diversos momentos da primeira fase, tendo Adriano Lara como opção.

As saídas de Cleverson e Giancarlo, líderes do elenco, também contribuíram para a eliminação do Lobo, muito porque os atletas que chegaram para os seus lugares não tinham o mesmo nível técnico: os paraguaios “El Ogro” e Maicol Fernandez. Pelo menos, o objetivo de não ser rebaixado foi atingido. O que garante o Lobo mais um ano na elite do futebol gaúcho.

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