Imagem: Rede Esportiva

Na manhã fria do último sábado, o estádio Bento Freitas foi palco de uma vitória Xavante das mais importantes, mesmo que o grau de atuação pouco tenha evoluído. A vitória com gol do lateral-direito Vidal foi longe de ser daquelas de encher os olhos, mas pouco importa. Era preciso vencer urgentemente para tentar fazer com que a sangria fosse estancada. E ela veio. No final da partida, a comemoração foi efusiva, muito mais pelo fim, do que pelo meio em que os três pontos foram conseguidos.

O jogo foi ruim tecnicamente, pois o quadro de ambos os lados era crítico. E dentro das possibilidades, a necessidade de vitória era tão grande quanto à mesma necessidade de não perder. Uma derrota nesse momento colocaria o quadro do perdedor do jogo como crítica. E por sorte, esse quadro passou para os baianos.

Com a impossibilidade dos três zagueiros, Tencati voltou ao 4-4-2, com Denilson e Rômulo na frente da área. Por sinal, aos poucos Denilson vai mostrando que é muito acima da média em relação aos seus companheiros. Ainda sem estar em sua plenitude física, foi firme, auxiliou Rômulo, e quando precisou começar as jogadas, seja na saída de três com os zagueiros, ou na transição ofensiva, ele arredondou a saída, facilitando bastante o trabalho dos meias, que não precisavam receber a bola “quadrada” para tentar municiar o ataque.

Em um jogo muito ruim tecnicamente, é difícil, quase sempre, destacar nomes. Mas além dos volantes, Arthur Henrique – mais uma vez- , Kevin e Luiz Fernando mostraram bom rendimento. E por fim, dois pontas que entraram no decorrer da partida mostraram que entre “cacos e cavacos”, como já disseram Zeca Pagodinho e Wilson das Neves no sucesso Judia de Mim, ainda são úteis, e possivelmente, os melhores da posição dentro do grupo: Netto e Jarro.

Netto, que todos sabemos dos problemas de fora das quatro linhas, que, ao que parece, foram contornados, tem bola no corpo. Não era possível ele ter desaprendido. Ele acabou ficando de fora da incursão ao Paraná e Santa Catarina nas duas últimas rodadas, entrou contra o Vitória e mostoru que do time não pode ficar fora, tamanha a entrega e qualidade técnica, em relação aos outros concorrentes. Mesmo caso de Jarro, que ainda sigo achando, dentro do que se propõe a entregar, o melhor dos pontas do Brasil. Todos sabemos dos problemas técnicos que ele tem, isso é fato, desde os tempos dele no Pelotas, porém, não há dentro do grupo, jogador com tanta força e explosão como ele. Após ter ficado entregue ao departamento médico por cerca de dez rodadas, mesmo ressentido da falta de ritmo, ele demonstrou a mesma entrega e dedicação de sempre, ajudando na marcação e sendo a válvula de escape nos contra-ataques.

Ainda falta muita coisa para dizer que o Brasil entrou nos eixos. Não consigo ver evolução ofensiva em um time que não cria nada. A atuação contra o Vitória foi ruim, porém, é sempre alentador voltar a vencer. Dá confiança e dá possibilidade de mostrar aos forasteiros o que é a “cara” do Brasil: lutar e correr a todo instante, para que a falta de qualidade seja substituída pela sobre de vontade e entrega.

MERECE PALPITE

Pelo Campeonato Argentino, Godoy Cruz e Rosário Central enfrentam-se em partida que deve ser muito peleada. Por isso, o prudente é apostar em mais de 1.5 gols. Mesmo caso de Binacional, do Peru, contra o Alianza Universidad, pelo campeonato daquele país. Hoje, essa aposta dupla de ambos os jogos em mais de 1,5 gol, pode ser interessante.

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