Foto: Júlia Wasieleski / AI Brasil

Na noite de quinta-feira (24) ocorreu a assembleia de aclamação da nova diretoria executiva do Brasil para o biênio 2021/2022. A chapa intitulada “Brasil unido, forte e vencedor” , presidida por Nilton Pinheiro foi a única inscrita e estará à frente do rubro-negro a partir fevereiro.

O Rede Esportiva entrevistou o futuro presidente, Nilton Pinheiro, com exclusividade. Confira:

RE – Qual o principal projeto concreto da nova gestão?
NP – A conclusão do estádio já está na parte final, assim como já está em tratativas com a Porto 5 (construtora responsável) o fechamento do anel inferior. Essas tratativas já estão em andamento com o Thiago Perceu, que desde o início foi o grande idealizador do novo Bento Freitas. Outra questão importante é o fortalecimento das categorias de base. Um clube do porte do Xavante não pode prescindir de uma categoria de base muito forte e isso vamos fazer com muito empenho,

RE – Existe algum clube com modelo de gestão no qual o Brasil busca se espelhar?
NP – Entendemos que todo e qualquer clube tem muito a observar e verificar o que pode se aplicar. Enquanto gestores estamos atentos em tudo que se passa no mundo do futebol. Há coisas que são possíveis, que são executáveis e outras que são muito difíceis. Nós vamos verificar internamente o que é possível fazer para atender o nosso melhor desempenho em todos os quesitos. Futebol e gestão.

RE – Muito se fala que o Brasil está se estruturando como clube de Série B. Quais pontos tu acreditas que precisam avançar para chegar nesse patamar. E quais tu achas que já caminharam bastante nesses anos?
NP
– Sinceramente não vejo o muito que se fala. É verdade, na questão patrimonial estamos indo para a conclusão do estádio. A categoria de base, que vai estar a cargo do vice-presidente Jorge Moro e sua equipe, vai estar fazendo um diagnóstico. Vamos participar da Copa São Paulo em janeiro e já estamos cuidando de toda a questão logística para isso. Um clube de Série B como o Brasil está realmente fazendo nos limites que a gente pode e nas gestões anteriores. Vamos continuar com muito empenho fazendo o que podemos para atender às necessidades de um clube de Série B. Temos orgulho de estar na Série B, mas temos nossas dificuldades. Vamos tentando a cada dia e cada momento superar da melhor forma possível.

RE – Dois mercados que estão crescendo bastante nos últimos anos são os de futebol feminino e E-Sports. Tu acreditas que o Brasil teria condições de atuar nessas áreas também?
NP
– Entendemos que o nosso clube, sendo um clube de futebol, tem que estar em condições de atuar em qualquer área que seja afeita a nós. Temos condições de inserir e vamos verificar todas as possibilidades, inclusive não só para inserir como para ter um melhor resultado. Com certeza queremos sim. Em todas as áreas do futebol queremos estar atuando. Há a questão comercial de um lado, às vezes questões financeiras e de recursos, mas estamos atentos e vamos continuar.

RE – Quais saídas tu enxergas para valorizar o sócio em um momento que o clube precisa, mas que ele não pode estar presente no estádio (devido à pandemia)?
NP
– Nesse momento que a sociedade está passando não vejo nenhum segmento que esteja confortável com essa situação. O futebol, dada a não-presença no estádio, também afetou os clubes como o nosso. Houve uma séria redução de sócios, mas as a manutenção do sócio e a aplicação em busca de novos sócios é um objeto, um trabalho que já estamos estudando. A vice-presidência de comunicação e marketing em breve irá fazer um trabalho muito forte e intenso, não só pela manutenção e reconhecimento dos que permaneceram, como em busca de novos. Cabe a nós a capacidade de observação e estudo para tentar reverter da melhor forma possível. A gente tem ideia de que o nosso sócio tem que ser o nosso maior patrocinador. Um clube com apelo social como nós temos, uma cidade do interior como nós somos, temos que ir em busca deles e vamos.

RE – A gente vê o Juventude fazendo boa campanha na Copa do Brasil e embolsando um bom dinheiro. A nova gestão pensa em ter essa competição como prioridade e manter uma equipe competitiva para ela?
NP
– O Brasil sempre entra em competição para vencer e não será diferente disso. O resultado é uma consequência, tanto a vitória como a derrota. Para qualquer clube, não só para o Brasil. Nós nos espelhamos em nós mesmos, somos um clube vencedor, mas também ocorre, dentro da disputa, resultados que não atendem nossas expectativas. Vamos sim, todo campeonato nós temos a intenção natural de vencer, é da nossa vocação. Nosso objetivo sempre foi de vencer no passado, é no presente e será no futuro. Em toda a competição que o Brasil disputa temos essa característica, somos muito respeitados pelos adversários, pelo nosso empenho de lutar e jogar.

RE – Os jogos do Brasil constantemente são transmitidos para todo o país. Como aproveitar essa visibilidade para trazer retorno financeiro para o clube?
NP
– O clube disputa uma Série B e tem uma visibilidade nacional, um dos nossos grandes desafios é ir em busca de patrocinadores. Nós somos, dentro dos conselhos que são colocados na questão de marketing, um produto com visibilidade. Então, nosso departamento, através do futuro vice-presidente de marketing, tem essa missão de buscar patrocínio da melhor forma possível. Buscar um retorno financeiro para o clube, afinal são retornos financeiros que vão nos fortalecer para cada vez mais termos essa disponibilidade de recursos que nenhum clube pode dispensar.

RE – Pensam sobre a base e a situação do CFA, em relação à estrutura?
NP
– Nós entendemos que um clube como o nosso não pode ser alheio ao fortalecimento de uma categoria de base. Todo clube em nível nacional e internacional tem essa noção e conosco não será diferente. A base é um elemento que se insere diretamente na questão financeira do clube. Então, o fortalecimento da base é muito importante para nós e vamos fazer. Nossa equipe já está tabulando essa questão toda.

RE – Tem uma atualização sobre as obras do Bento Freitas, previsão para entrega?
NP
– Nosso colega Thiago Perceu está em permanente contato com a Porto 5 e a informação que temos é de que semana que vem irá recomeçar a questão do estaqueamento. É um trabalho que envolve muito maquinário. Semana que vem, quando começar, irão ajustar o cronograma no qual haverá a previsão para o fechamento da primeira parte do estádio. Depois também têm outras tratativas que o Perceu está fazendo junto à Porto 5, com o André Araújo e o arquiteto Harry (Caldeira) para fazer uma complementação. Está tudo sendo conversado e já está bem adiantado.

Foto: Júlia Wasieleski / AI Brasil

Diretoria

Presidente: Nilton Pinheiro
Vice-presidente de futebol: Cláudio Montanelli
Diretores de futebol: Giovani Peres e Marcelo Menegotto
Vice-presidente administrativo: Carlos Moncks
Vice-presidente de finanças: Carlos Renato Moreira
Jurídico: Eduardo Szechir
Departamento Médico: Dr. André Guerreiro
Categorias de base: Jorge Moro

Com o nome gravado na história, Ricardo Fonseca deixa a direção xavante após oito anos

Foto: Victor Lannes

Ricardo Fonseca estava na presidência xavante desde 2012. À época, o Brasil estava lutando para conquistar o acesso à primeira divisão estadual, que foi alcançado no ano seguinte. Dentre os triunfos durante os mandatos de Ricardinho, os acessos às Séries C e B do Campeonato Brasileiro estão no topo da lista. Além disso, nesse período o rubro-negro teve a sua primeira participação na Copa do Brasil, competição na qual circula nos últimos anos e também conquistou posições importantes no ranking da CBF, tornando o xavante cada vez mais reconhecido nacionalmente. Fora das quatro linhas, o maior destaque da gestão de Ricardo Fonseca é o começo das obras no Estádio Bento Freitas, que está sendo repaginado e modernizando.

Em discurso na noite de aclamação da nova diretoria, Fonseca desejou sorte aos novos gestores. “Nesse momento o clube dá uma grande demonstração do seu crescimento, não só dentro de campo como fora também. Parabenizo o Nilton e toda a diretoria, que vão fazer um grande trabalho. Já passou comigo aqui, já conhece as entrelinhas do clube. Espero que tenha bastante sucesso, honraria, sabedoria na hora das decisões, que é muito importante. Com certeza o clube está tendo um crescimento muito forte e cada vez mais. No dia 5 ou 10 de fevereiro quando eu abandonar, vou ser mais um dirigente, um ex-dirigente, mais um torcedor e irei torcer para aquela pessoa que esteja aqui cada vez mais forte, porque nós queremos é que o clube esteja acima de tudo. Com certeza vou estar do outro lado, torcendo cada vez mais para o Brasil estar mais forte”, disse.

Ricardinho ainda deixou uma expectativa no ar em relação a contratações. “Nilton, quero te deixar, talvez, o Brasil na Série A. (Aplausos) Venho trabalhando e vêm algumas coisas importantes aí em termos de algumas contratações”, comentou.

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