Foto: AI Brasil

Com uma passagem curta pelo Bento Freitas mas marcante para os torcedores e para o clube, o centroavante Leandrão deixou o campo para assumir outra função no futebol. Agora, é auxiliar técnico no Boavista, do Rio de Janeiro. Em entrevista à Rádio Universidade, o ex-jogador falou sobre a nova experiência.

Jogador do Boavista no ano passado, agora Leandrão assumiu a nova função. “Tinha a expectativa de ainda jogar esse ano. No ano passado eu tive algumas lesões que atrapalharam. Mas agora estou nessa nova função” comentou.

O clube estava fazendo uma boa campanha no carioca, antes da parada para o futebol. “Tive a oportunidade de fazer o curso da CBF e logo depois o presidente do Boavista ficou sabendo e me fez o convite para assumir como auxiliar técnico do clube. Conversei com a minha família e decidi começar essa nova carreira fora das quatro linhas. Estou bem feliz”, disse.

A vontade de continuar no esporte não foi o único fator, Leandrão também estudou bastante para essa sequência. “Sempre fui envolvido na área do esporte, todos os tipos de esportes imagináveis eu já pratiquei e gosto. Sou muito profissional em tudo o que faço. Há três anos comecei o curso de educação física, fiz o curso da CBF e outros cursos de alimentação, nutrição e suplementação” contou.

Ao revelar um técnico que o inspira, Leandrão cita quem o comandou no Xavante. “Fui um privilegiado, trabalhei com ótimos treinadores como Parreira, Levi, Muricy, Tite e outros. Um excelente treinador que trabalhei, um dos melhores – e não é porque estou falando com vocês -, ele fez com que eu melhorasse o meu futebol, me ensinou a demonstrar tudo o que eu tinha como centroavante, foi o Rogério Zimmermann. Ele conseguiu me colocar acima do 100% que eu poderia dar. É um treinador que eu tenho o maior respeito. Quando eu cheguei no clube ele me falou: “Leandro, eu vou fazer você jogar uma Série A novamente”, não esqueço isso nunca”, contou.

Passagem curta mas intensa – Série C 2015
“O futebol que eu joguei nesse pouco tempo que eu tava no Brasil foi uma coisa fantástica, inexplicável. E tem muito o dedo do treinador, a maneira como ele montava o time, a maneira como treinávamos, como ele passava as instruções de jogo. Tenho grandes memórias da torcida, de Pelotas… O Brasil me deu uma visibilidade muito boa, fui procurado por muitos clubes no Brasil, saí porque era um time de Série A, o Vasco da Gama, onde fiquei três anos. Tenho só gratidão e um carinho muito grande pelos torcedores”, falou.

Leandrão relembrou um jogo histórico para o Xavante. Contra o Londrina, ele entrou no segundo tempo, marcou 3 gols e decretou a vitória. “Aquele dia foi inacreditável. Eu tava preparado para aquele momento. Claro que nunca esperava que fosse acontecer o que aconteceu, mas estava preparado. Saímos perdendo por 1 a 0, se não me engano o Nena tinha perdido um pênalti e assim que o Rogério me chamou eu botei na cabeça que era o jogo para bater o martelo como titular da equipe. Conseguimos a virada, a torcida enlouquecida no Bento Freitas e uma galera de pé por conta da arquibancada interditada. Foi um dia que ficou na minha memória e não consigo esquecer”, disse.

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