Foto: Victor Lannes / Rede Esportiva

No domingo (20) o Brasil terá a tarefa de encarar o vice-líder da Série B no Bento Freitas. O Xavante recebe o Sport, às 16h, pela 30ª rodada da competição. Para o duelo, o técnico Bolívar terá alguns desfalques importantes.

Na última partida, a derrota para o Paraná, o capitão Leandro Leite e o zagueiro Bruno Aguiar levaram o terceiro cartão amarelo e estão suspensos. O comandante já tem opções para as vagas. “A gente vai fazer um trabalho pensando na partida e na maneira que o Sport vem atuando. O atleta mais próximo de função e de característica (do Leite) é o Washington, um cara que joga de primeiro volante, também tem uma qualidade de passe, um encurtamento de marcação muito forte e a gente precisa disso, até porque o Sport joga com um homem centralizado. Nirley automaticamente já entra na função do Bruno Aguiar, quando entrou sempre deu conta do recado. Estamos tranquilos e seguros, são jogadores que estão preparados”, contou.

Nirley confirmado na zaga (Foto: Victor Lannes / Rede Esportiva)

O técnico também comentou sobre a forte equipe que terá pela frente mas ressaltou a força dos Rubro-Negros dentro do Bento Freitas: “Um adversário que eu considero que vai subir para a primeira divisão. Por tudo que representa, pela tradição, pelo investimento feito e é uma equipe que precisa estar na primeira divisão, por tudo que já representou para o futebol brasileiro. O Brasil tem uma tarefa difícil mas eles sabem muito bem que o Brasil é muito forte dentro de casa, com o apoio do torcedor. A gente tendo um domingo com tempo bom para o torcedor voltar a acompanhar uma partida no domingo que é raro na Série B”, disse.

Bolívar salientou a importância de não deixar a equipe adversária gostar do jogo. “Você jogando em casa precisa propor e a gente vê em todos os jogos da Série B que a equipe que joga em casa está ao lado do torcedor, mas sabe que não pode se descuidar com um adversário como esse, não pode dar espaços, tem jogadores de muita qualidade, jogadores com uma progressão defensiva muito forte, o Guilherme, o próprio Hernane é um cara de muita presença de área, então qualquer descuido pode ser fatal em um jogo desses. O Brasil vai marcar em cima, não pode dar espaço para uma equipe como essa ter uma construção desde lá atrás”, falou.

Veja mais alguns temas que foram abordados na entrevista coletiva desta sexta (18).

O Brasil teve cinco jogos nos últimos 19 dias, o treinador analisou o retrospecto.

“Fazendo uma retrospectiva dos últimos cinco jogos, acabou a nossa invencibilidade, eram quatro jogos sem perder e a gente acabou sofrendo a derrota para o Paraná. Acho que conseguimos atingir a pontuação perdida, principalmente nos jogos que a gente teve em casa com Guarani e Figueirense, conseguimos recuperar com Operário e Criciúma. E agora a derrota no último jogo contra o Paraná, onde a gente fez uma partida muito abaixo no primeiro tempo. Em termos de concentração, de ofensividade que precisávamos, de criação, precisava um poder ofensivo mais forte e a gente acabou arrumando no segundo tempo e jogando no campo do Paraná, isso foi importante, infelizmente a vitória ou o empate não veio”, disse.

Jogo grande

“As equipes que estão brigando na parte de cima o Brasil sempre fez bons enfrentamentos, agora a gente tem oportunidade de enfrentar uma equipe como todos sabemos de muita qualidade, de muita tradição. O nível da concentração dos atletas aumenta porque sabem que é uma camisa muito pesada. Sabem que você não pode errar contra um adversário como esse (…) é um jogo que todo atleta gosta de estar em campo e a gente vai procurar colocar o que tem de melhor para fazer um jogo equilibrado, um jogo seguro e buscar mais três pontos”, disse.

Salários atrasados

“A maior resposta é o rendimento que os atletas estão tendo dentro de campo, é uma resposta muito positiva, são jogadores, como eu sempre falo em todas as entrevistas, comprometidos, jogadores que honram e defendem com muito orgulho essa camisa do Brasil que tem uma torcida muito apaixonada. Passa muito na base da conversa, são problemas que eu já passei quando era atleta, e eu procuro passar isso para eles, a partir do momento que você baixar a guarda e achar que isso vai resolver os problemas isso acaba só piorando. Os atletas sabem que a resposta deles tem que ser dentro de campo, com os resultados que eles vem fazendo para que isso logo na frente possa ser solucionado. A gente sabe que a direção e o Brasil não é de hoje que passa por situações como essa de salários atrasados. A maioria dos atletas que estão aqui já viveram isso”, encerrou.

Arte: Rede Esportiva

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