Arte: Rede Esportiva

Existe um ditado que diz: “o cavalo não passa encilhado duas vezes”, por isso devemos aproveitar cada oportunidade que surge. Acho o ditado exagerado, mas, as vezes, as oportunidades não se repetem mesmo.

Acredito que o Gustavo Papa já poderia ter assumido a equipe após a saída inesperada de Rogério Zimmermann, logo após a parada da Série B para a disputa da Copa América. Naquela oportunidade ele comandou a equipe em uma partida diante do Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, e venceu. Antes já havia livrado a equipe do rebaixamento no Gauchão e, num momento bastante turbulento, também levou o xavante à inédita passagem para a segunda fase da Copa do Brasil.

Claro que, mais uma vez, a missão não será fácil. A opção pelo seu nome não foi só por convicção na capacidade, mas principalmente, pela dificuldade financeira e isso representará, também, menor investimento na formação do elenco.

Carisma e capacidade profissional 

Somente o tempo dirá o quanto Gustavo Papa evoluirá na carreira de técnico, mas o início já é bem interessante. Além do êxito nas oportunidades emergenciais que comandou a equipe xavante, já realizou o curso B da CBF e demonstra boa capacidade gestão.

Os resultados é que determinarão a manutenção de empatia da torcida, mas iniciar o trabalho com esse respaldo, é mais um fator importante para dar confiança na arrancada.

Assim que teve o nome confirmado, não parou mais de trabalhar. São incontáveis análises de jogadores e elaboração de trabalho com o grupo.

Será como se um torcedor assumisse o comando da equipe, com uma vontade além da profissional de acertar, mas, claro, com vivência de dentro de campo e a preparação teórica para exercer a  função.

Criatividade, conhecimento e convencimento

A montagem do elenco rubro-negro terá menos recursos financeiros do que nos anos recentes, mas argumentos para atrair jogadores interessados em defender o clube não faltam.

Ainda que o investimento seja menor em 2020, é superior a maioria das equipes que disputarão o Gauchão. Além disso, o calendário com a Copa do Brasil e, principalmente, a Série B do Brasileiro, diferencia o Xavante de grande partes dos concorrentes, não só do Rio Grande do Sul, mas também do país.

Bons argumentos para convencer novos jogadores existem, mas os atrasos frequentes nos salários e os recursos menores farão com que a criatividade e conhecimento de mercado se tornem ainda mais importantes para formar um grupo competitivo.

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