Imagem: Rede Esportiva

O Brasil tem novo técnico. Dois dias após o anúncio da saída de Claudio Tencati, o presidente Nilton Pinheiro confirmou, na Rádio Gaúcha, a chegada de um velho conhecido do torcedor Xavante: Cleber Raphaelli, o Cleber Gaúcho. Ele, inclusive, esteve na Baixada acompanhando in loco a derrota do Brasil para o Sampaio Correa, no mesmo dia. O que esperar dessa nova era?

A chegada de Cleber e de Hélio como coordenador técnico, que até quinta o presidente ainda não confirmava, é uma nítida tentativa de tirar o Brasil da zona de rebaixamento apostando na volta da identidade do clube. Tanto Cleber quanto Hélio, são crias do Bento Freitas. Hélio foi criado nas categorias de base do Brasil, subiu e foi capitão do time muitos anos, antes de ter sido técnico do clube por mais de uma oportunidade. Na década seguinte, o mesmo caminho foi trilhado por Cleber: saiu da base, virou capitão e era símbolo de comprometimento vestindo vermelho e preto. O hoje técnico do clube, foi comandado pelo atual coordenador, inclusive.

Na declaração do presidente ao amigo Leonardo Acosta, na Gaúcha, notei um misto de convicção e esperança em dias melhores. Nilton ressaltou a familiaridade de Cleber com o Brasil, e o bom trabalho feito por ele no Grêmio Anápolis, onde se sagrou campeão goiano nesta temporada. Não há dúvidas que Cleber chegará para encorpar a figura do super herói, no qual o colega Vinicius Guerreiro, do Diário Popular, muito bem se referiu, quando falava da falta de processos insitucionalizados, nas quais eu concordo plenamente.

Resta saber como será que o técnico irá se portar em sua primeira experiência em competições de nível mais alto, pois mesmo que os trabalhos em Grêmio Anápolis e Velo Clube tenham sido muito bons, são de nível bem inferior aos jogos de série B. Cleber possivelmente arme o brasil com marcação com encaixe e perseguições médias, e um jogo físico e competitivo, o que me agrada inicialmente. Porém, não há dúvidas que com Tencati, Cleber ou qualquer outro técnico, é preciso reforçar o plantel, que grita por melhora.

É bem verdade que em situações difíceis, nos apegamos em qualquer possibilidade de melhora. E a figura de Cleber ainda reflete o meia(depois volante) que tinha muita qualidade, mas acima de tudo era um jogador com alto poder de indignação e entrega dentro do campo. Cabe bem para a situação.

MERECE PALPITE
Amanhã, às 5h, a Seleção Brasileira enfrenta o México nas semi-finais do futebol masculino nas Olímpiadas. E com odd de 2.10, o time de Daniel Alves, Bruno Guimarães e Richarlison deve confirmar a passagem para a final e seguir na busca pelo ouro.


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