Imagem: Rede Esportiva

Convenhamos, o sucesso do último sábado contra o Vitória valeu pelos três pontos, né? A atuação foi longe de ser a esperada, tendo em vista que os mesmos problemas foram vistos novamente, e, pelo jeito, eles ainda serão vistos por algum tempo. Porém, para ser justo, quero ressaltar que o grau de entrega e determinação vista pelo grupo de jogadores do Brasil no embate contra os baianos.

Certa vez, escrevi neste espaço sobre a urgência que se tinha para que jogadores e comissão técnica tinham de respeitar a torcida do Brasil. Não é pelo fato de que eles não estejam atualmente na arquibancada, que não merecem respeito. Era preciso ver entrega, raça e compromisso com a causa há muito tempo. Como nos tempos de Baixada lotada. E contra o Vitória, se viu. Pelo menos um pouco mais do que anteriormente. Prova foi o final da partida, onde vimos uma efusiva comemoração do grupo pelos três pontos. Lógico que a necessidade de vencer ajudou, mas, contra o Vitória poderia enumerar vários problemas, mas seria desonesto falar em falta de determinação.

Após a partida, o vice-presidente de futebol, Claudio Montanelli, tratou de exaltar esse ponto: uma vitória com “cara de Brasil” havia acontecido naquela manhã. E foi mesmo. Montanelli é um dos mais emblemáticos dirigentes do futebol gaúcho, e com mais de trinta anos de serviços prestados ao Grêmio Esportivo Brasil. Taxado como folclórico, pois em inúmeras vezes fala sobre a vitória contra o Grêmio de Lazaroni, no Olímpico; da vez em que o Brasil não tinha técnico e ele próprio assumiu a bronca, em um jogo decisivo contra o São Paulo; ou ainda, quando em alguma partida contra um clube importante do futebol nacional, ele lembra que o Brasil jogou contra o time x, e não contra o “embaixo da ponte FC”.

Fatos históricos à parte, ninguém consegue se comunicar tão bem com a torcida na Baixada como ele. E, na ocasião, ele seguiu passando a mensagem que o fez, na véspera da partida, no Prorrogação da Dez FM: em meio à especulações, das mais diversas, era hora de mobilização, e só se pensava na vitória contra o EC Vitória. E ela veio.

Ao lado de Marcelo Menegotto, diretor de futebol, Montanelli chegou a se emocionar na coletiva, relacionando questões históricas do clube com a importância dos três pontos conseguidos naquela manhã. Em tempos onde, em vários casos, está se deixando de lado a cultura e história dos clubes, para entregar-se à profissionais contratados, que muitas vezes “vendem” um trabalho e entregam outro, sempre é bom fazer com que torcedores não esqueçam da força que seu pavilhão tem, e de que os profissionais de fora saibam onde estão pisando, o que, no caso do Brasil, trata-se de uma história mais que centenária. Ah! E aqui fala um defensor ferrenho da profissionalização de TODOS os setores dos nossos clubes, porém que estes cheguem sabendo do seu tamanho dentro de qualquer clube que venham à ser contratados.

No meio do mar revolto de resultados que vive o Brasil, é natural que as coisas não estejam da maneira que qualquer Xavante queira, mas o espírito reconhecidamente conciliador e, acima de tudo, mobilizatório, de Claudio Montanelli, é totalmente necessário para o momento.

MERECE PALPITE

Nos jogos da Libertadores de hoje, o palpite são em duas chances duplas: em Atlético-MG e Boca, vale apostar em vitória do Galo ou empate, e em Racing x São Paulo, vitória dos argentinos ou empate.

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