Imagem: Rede Esportiva

Deu a lógica. O Brasil perdeu para o Náutico por 2 a 1, ontem no estádio dos Aflitos. Tudo normal, tendo em vista o momento extremamente turbulento que vive o clube da rua João Pessoa, e o momento mágico no qual vive o Timbu, que sobra na Série B, tem apenas uma derrota na temporada, e já acumula a incrível marca de 12 jogos consecutivos sem perder, o que, convenhamos, é um feito e tanto. Claro que a derrota foi ruim, pois nesse momento, o Brasil precisa sempre pensar em pontuar, já que segue perto da zona da “confusão”. Porém, mesmo com a derrota, cabe ressaltar o bom primeiro tempo do time de Tencati, mas, principalmente, a entrega e a luta do time Xavante.

O Brasil, que saiu ganhando com gol de Ramon logo entre o primeiro e segundo minuto de jogo, aproveitou-se da insegurança na qual o goleiro Alex Alves demonstrou na saída de gol, e após passe rápido de Netto – o melhor do Brasil – achou o camisa nove para abrir o placar. Ainda no começo do jogo, o Náutico empatou com o ótimo Jean Carlos – o melhor do jogo e da Série B até aqui – em um chute na diagonal, onde Matheus nada pode fazer. A partir daí, o primeiro tempo foi bastante disputado, tendo, por óbvio, o Náutico tendo a iniciativa e a posse de bola, mas era um bom jogo. O Brasil produziu um pouco, e, para mim, o mais importante: peleava. O Brasil deixou de ser amorfo, e começou a competir. Ainda tomou o segundo gol, em um golaço de falta de Jean Carlos, mas seguia duelando contra o líder.

A segunda etapa, como de costume, mostrou o Brasil baixando o giro. A intensidade foi baixando, e o time que tentava jogar, optou por defender e abdicou do jogo. Mas, ao menos, segui lutando e guerreando por cada pedaço de campo. As entradas de Jarro e Fabricio deram fôlego ao time, porém, pouco adiantou, pois o Náutico era soberano. Venho afirmando que vai ser muito difícil ver uma atuação boa por parte do Xavante, tendo em vista a situação extremamente encrencada que se encontra, e o esquema, que definitivamente, não facilita. Porém, creio que se o “espírito” Xavante, de luta, garra e dedicação for visto mais vezes em campo, a sangria pode começar a estancar. Devagar, mas pode. Que na partida contra o Avaí, que será bem complicada, consigamos seguir vendo isso de perto.

MERECE PALPITE

Hoje à noite, pela Libertadores, o Inter enfrenta o Olímpia, por uma vaga nas quartas de final na competição. Em um jogo de instáveis, o palpite é apostar na chance dupla: vitória colorada ou empate.


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