Imagem: Rede Esportiva

Esqueça resultados, e que temos apenas quatro rodadas no Brasileirão da Série B. Pense em atuação e nos números apresentados pelo Brasil desde o começo da temporada 2021. Olhando exclusivamente para isso, não é difícil entender: as coisas não andam bem na rua João Pessoa, e o sinal de alerta precisa estar ligado.

Quando toco nesse tipo de assunto, lembro sempre de uma frase dita incontáveis vezes por Rogério Zimmermann: “O Brasil precisa sempre estar naquele pelotão de meio de tabela, ou estar próximo dele. Depois que esse pelotão se desgarrar, fica mais difícil.” – e é sobre isso que quero falar.

No jogo da terça-feira, contra o Confiança, o começo foi alentador: o Brasil fazia atuação coesa e consistente, jogando em cima das suas principais valências, e tendo, inclusive, conseguindo sair na frente do marcador, aos treze minutos, no gol contra de Victor Sallinas. Depois disso, por poucos minutos, ainda se viu alguma postura por parte do Xavante, que desse conta que o primeiro resultado positivo pudesse aparecer, mas foi por pouco tempo.

Logo em seguida, o Brasil recuou, o Confiança começou a pressionar, e, para piorar o caso, Ícaro recebeu segundo cartão amarelo e foi expulso. Minutos depois, Neto Berola empatou o jogo.

Na segunda etapa, foi um Deus nos acuda. Sem conseguir ter a posse de bola, desde a saída de Gabriel Terra, para a recomposição de linha defensiva, o Confiança amassou o Brasil. Foram diversas conclusões ao gol, umas na trave e outras pararam em Matheus Nogueira, o melhor da noite. Em certo momento, a transmissão do Premiere chegou a mostrar: eram vinte duas conclusões do Confiança contra quatro do time de Cláudio Tencati. No fim das contas, de bom, foi apenas o resultado e as atuações de Matheus Nogueira e Lucas Santos. Este último, ao que parece, chega para ser o centro do time do Brasil. Tem tudo para ser o exponencial técnico, mas para isso, deve jogar de frente para o gol, centralizado e com liberdade para flutuar entre os setores. Irá ajudar, e muito.

Quanto ao futuro, e ao título dessa coluna, ressalto que tenho certa preocupação com o que venho vendo na maioria do tempo no Brasil. Muitas vezes, os erros são os mesmos do Gauchão, e, convenhamos, tanto tempo após a última partida do clube no certame pampeano, tendo tido mais de trinta dias para treinamento, e outros tantos dias de trabalho, incorrer nos mesmos problemas é preocupante. Agora, nessa maratona de jogos até a virada do mês, é preciso, de uma maneira ou outra, começar a apresentar mais. E sigo insistindo: no meio de toda dificuldade, o caminho mais curto é o de colocar os melhores em campo para ontem, pois o sinal amarelo já tem de estar ligado na Baixada.

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