Imagem: Rede Esportiva

O Brasil perdeu para o CRB na última rodada. E antes de projetar o jogo de amanhã contra a Ponte Preta, quero me ater a uma questão que vem sendo alvo de debate em 9 a cada 10 torcedores do clube: os critérios de Cláudio Tencati.

Antes de qualquer coisa e de qualquer ilação, lembro aos mais “apressados” que desde o ano passado, em todos os meus espaços, sempre fui um apreciador do trabalho do técnico, e, inclusive, já me referi ao profissional como o craque do Brasil. Além disso, lembro que aqui nesse espaço já comentamos em infinitas vezes que a melhora do Brasil será lenta e gradual. Mas existem coisas que precisam estar no centro da pauta a partir de agora.

Quando, semanas atrás, falei que era preciso agilizar o processo, agregando toda qualidade disponível o mais rápido possível, era justamente para que o Brasil não entrasse nesse estágio de alerta.

É quase unânime entre os torcedores e jornalistas, de que o Brasil precisa se reforçar. E principalmente na defesa. Vidal não vem bem, apesar de ser muito bom jogador, e, na zaga, os sempre úteis Camilo e Heverton, já não são os mesmos de outrora. E em tempo: apesar de ter achado de extremo exagero a entrada de Camilo em Hyuri, não irei fazer caça às bruxas por isso. Me refiro ao momento no todo, e não apenas um lance em específico. Seguimos.
Na esquerda, lamento por não poder ver ainda mais de Kevin. Mostrou ter muita qualidade, e deveria ser titular.

Chegamos ao meio: Romulo vem evoluindo. Não esperem maravilhas do jogador, pois não é de sua característica. Mas entrega e disposição ainda não faltou, e dentro da assimilação da ideia de Tencati, ele vem mostrando utilidade. Ao seu lado, por enquanto Bruno Matias. Pode ser Pierini? Pode. É jovem, mas demonstrou potencial. Mas essa vaga, futuramente, deve acabar sendo de Denilson, que demora a ficar disponível.

Nos quatro da frente, tenho dúvidas se o melhor seria a usual linha de três meias com um homem mais à frente, ou arriscar no “antigo” 4-4-2, com dois meias e dois atacantes, que por óbvio, se movimentariam para proporcionar as variações táticas necessárias. Com a linha de três, e com todos disponíveis, eu gostaria de ver Jarro, Lucas Santos e Netto. Sim, Lucas por dentro e Netto na ponta. Começo por Lucas: já falamos sobre ele, e já falei que queria ver ele livre no meio, tendo espaço e municiando a artilharia ofensiva do Brasil. Porém, ele pouco fez por ali contra o CRB.

Gostaria de ver mais um pouco dele ali. Já Netto ainda é mais jogador que todos os outros pontas do grupo. Sabe-se de problemas extra-campo do jogador, que, ao que parece cessaram, mas ainda é difícil de entender o arquivamento total dele. Na última partida, precisando de gols, Tencati nem cogitou utilizar o atacante, inclusive improvisando Kevin como ponta em detrimento do atacante que há pouco tempo renovou com o clube. Estranho. Jarro vive assolado por lesões. Lamento, pois é um jogador que vinha sendo titular com todos os técnicos no qual ele teve no clube. Sem ele, gosto de Fabrício, que está amadurecendo rápido, e ajudando bastante. Na frente, indiscutivelmente, o camisa nove é Ramon.

Já no esquema com 2 meias, Lucas e Terra parecem casar bem. Ainda prefiro Lucas, mas Gabriel Terra vem de boas atuações, mesmo com a expulsão boba contra o Goiás. Na frente, ao lado de Ramon, pôde-se pensar em Jarro, Netto ou Fabrício. Todos complementares ao lado do centroavante.

Essa é minha ideia. As vezes as coisas estão claras, porém, por alguma questão, difíceis de serem assimiladas. Tenho certeza que Tencati deve ter explicações plausíveis para as atuais escolhas, nas quais respeito, porém não concordo na íntegra. Mas no atual estágio, é necessário estar alerta e tentar, dentro das inúmeras dificuldades da Série B, começar a achar uma sequência de boas atuações/resultados. E, se possível, já começar contra a Ponte Preta. Torço por isso.


Hoje, as 20h, nos 91.9 FM da Rádio Dez FM, tem mais uma edição do Prorrogação. Espero vocês.


MERECE PALPITE

Hoje, às 21h, pela Copa América, Chile e Paraguai se enfrentam em partida que deve ser bastante disputada. Por mais que o momento do Chile não seja aquele do time que foi bi-campeão da Copa América logo ali atrás, o time de Vidal, Medel e Sanchez, ainda é melhor que o modesto, porém bem armado, Paraguai. E a odd dos chilenos é boa: 2.45. Acesse KTO.com e aproveite!


Os textos desta coluna são de responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a opinião dos editores do site.

Deixe uma resposta