Imagem: Rede Esportiva

Temos cerca de 25% do Brasileirão da Série B já jogado. Parece pouco, eu sei. Mas não se enganem: um campeonato como a Série B, é fundamental que haja o mínimo de regularidade de resultados para que se tenha o minimo de sucesso nas metas traçadas. Com cerca de 29% de aproveitamento até então, é necessário que o Brasil comece a estabelecer metas à curto prazo, pois senão, o meio da tabela ficará cada vez mais distante.

Por mais que a competição esteja no começo, e ainda existam clubes com pontuação muito parecida, o que assusta no Brasil é a inaptidão técnica em boa parte dos jogos e a inoperância ofensiva. Olhando partidas, ou ao menos trecho delas, custa-se a crer que o Brasil possa dar liga e embalar na competição, conseguindo uma sequência, mesmo que mínima de bons resultados. Ano passado, o Náutico foi o primeiro clube fora da zona de rebaixamento, marcando 44 pontos, com um aproveitamento de 38,5%, o que nos dá conta que o Brasil teria que fazer essa segunda metade de turno muito melhor para tentar chegar próximo desse aproveitamento no final desta temporada. É simples? Evidente que não. Porém, como disse inúmeras vezes o ex-governador José Ivo Sartori, quando referia-se à crise econômica do Rio Grande do Sul em seu mandato, o Brasil chegou em um momento que precisa “tomar medidas amargas para estancar a sangria que se vive”. E nesse aspecto, se referindo ao Xavante, a frase do Gringo tem algum fundamento.

Vejamos: mantendo esse baixo aproveitamento, o Brasil acabaria o turno com magérrimos 14 pontos. Chega a ser impensável uma situação dessas, pois colocaria o futuro do clube em extremo risco na segunda metade da competição, obrigando o time da Baixada a fazer um segundo turno de superação, e precisando ter aproveitamento de G4 no returno. Então, algo precisa ser feito. E se o resultado não vir no sábado, tem de ser resolvido antes do embarque para Goiânia, onde o clube enfrenta o Vila Nova no meio de semana.

Antes que façam qualquer tipo de ilação, me antecipo: falo em troca de comissão técnica? Talvez. Mudar o comando da casamata sempre faz com que ocorra aquela “chacoalhada” no grupo, e uma reação, mesmo que anímica, dentro do grupo possa ocorrer. Mas não sei se seja esse, de fato, o cerne do problema. Lembro vocês, estimados leitores, que, desde o ano passado, sempre me referi à Claudio Tencati como o craque do Brasil. Na Série B 2020/2021, que acabou apenas em fevereiro deste ano, o técnico, junto com Bruno José, foi fundamental para obtenção da permanência na competição. Quando me refiro à isso, é ver nitidamente, o dedo do técnico. Esse ano já não consigo observar essa questão. Seja pela falta de qualidade do grupo em relação ao ano passado, ou pelo fato, de como ele mesmo disse, estar envolvido demais na gestão fora do campo. Isso pouco importa no momento. Todos precisam dar o tão famoso “algo a mais” e isso passa também – e principalmente – pelo técnico.

Outro problema que vejo é a ineficiência de alguns setores no campo. Se o resultado não acontecer no complicado jogo de sábado, o técnico rubro negro precisa urgentemente promover mudanças no time titular. Não é hora mais de manter jogadores pelo nome. Se faltar qualidade, opte-se por aqueles que “quiserem” mais. Se não tiver bola sobrando, é indispensável sobrar vontade. Não é pelo fato do torcedor não estar na arquibancada, que carrinhos devam ser economizados, ou se poupar em alguns momentos do jogo está permitido. Não, a situação está horrorosa, o futebol visto até aqui é de pobreza franciscana, e o torcedor Xavante merece respeito. Cabe aos jogadores e membros da comissão técnica doarem-se ao máximo para fazer com que essa situação vire passageira. É o momento de não falar e trabalhar muito. Esqueçam respostas em redes sociais, ou ataques em entrevistas coletivas. A chegada do Brasil na Série B foi à muito custo e com o suor de muitos, e a saída dela pode ocorrer, como ocorre com diversos clubes, porém, ninguém vai aceitar que, se ela ocorrer, seja por falta de vontade, determinação e entrega. Estou me tornando repetitivo, mas agora é hora de ser firme e respeitar a história do clube.

Quanto à direção, que ela consiga, da maneira mais rápida possível, dar novos reforços ao time de Tencati. Mesmo que o presidente Nilton não tenha confirmado as chegadas de Renatinho e Alex Sandro – o qual não conheço – no Prorrogação, da Dez FM, sabe-se do andamento dessas negociações, e creio que, principalmente Renatinho, chegue para ajudar bastante o Brasil no campo. Ainda vão faltar zagueiros, laterais e um volante, que espero que cheguem logo.

A reação precisa começar sábado. E para a nau Xavante entrar em água calmas será necessário união, trabalho, vontade e noção do tamanho do problema. Com tudo isso, será possível sair do meio do temporal. Caso contrário, a calmaria ficará ainda mais longe. E relembrando o “capitão” Rogério Zimmermann, essa calmaria(o meio da tabela) tem de estar sempre à vista.

MERECE PALPITE
Hoje, pela Copa América, a Argentina enfrenta a Colômbia. Tratam-se de duas seleções inconstantes, porém, a Argentina (odd 1.89) tem o fator Messi, que sempre precisa ser analisado, e por isso, deve vencer a partida.


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