Imagem: Rede Esportiva

Após empatar com o Cruzeiro, em outra partida com atuação técnica discutível, e com Matheus Nogueira sendo fundamental para não ter havido uma derrota. Todos queremos saber uma coisa só: quando o Brasil vai melhorar?

É impossível cravar com exatidão a resposta, porém, o que se sabe é que do jeito que está, não tem como ficar. Ou o Brasil começa a melhorar e apresentar algo, ou vai passar por seríssimos problemas para alcançar a marca “mágica” dos 45 pontos para manutenção do clube na Série B do Campeonato Brasileiro.

Quando do empate com o Cruzeiro, se viu novamente um Brasil lento e falho. É bem verdade que o Cruzeiro não é nem próximo daqueles, de formações magníficas de sua história, e mesmo que esteja afundado em profunda crise financeira, da qual parece que vai demorar muito para conseguir passar, imaginava-se que dava para ver algo do Brasil. Aliás, eu venho tendo essa expectativa desde o começo da competição.

O que já deu para ver é que o Brasil estará sempre no limite. Ou vai tentar estar, ao menos. Se não for com a corda esticada, dificilmente veremos o Brasil de Tencati pontuar. No jogo do sábado, esse ponto passou diretamente, mais uma vez, pelas mãos de Matheus Nogueira, que protagonizou outro milagre, por mais que o jogo tenha sido equilibrado – por baixo, mas equilibrado.

Ao que parece, o time titular já existe(Matheus Nogueira; Vidal, Ícaro, Heverton e Kevin; Rômulo, Wesley/Matias, Terra e Lucas Santos; Fabricio e Ramon). Ok, já é um começo. Mas é límpido e cristalino a certeza de que só com estes nomes o Brasil irá passar trabalho. O próprio Tencati sabe disso e já externou, tanto no rápido pronunciamento que fez na sexta, quando na coletiva pós-jogo, onde ressaltou a necessidade de reforços. Fala-se no meia Renatinho e no atacante Alex Sandro. Mas será que só isso é suficiente? Com a iminente saída de Fabrício – o melhor jogador do Brasil no momento – no mínimo, outro atacante será necessário. Sem contar com a extrema necessidade de reforçar a defesa, com mais um lateral-direito, dois zagueiros e outro volante.

Passada a questão dos reforços, volto à algo que ouvi, recentemente, de um importante homem de bastidores do Bento Freitas: Tencatti deveria estar apresentando melhor trabalho. E eu concordo. Até agora, faltam pontos positivos – nos quais no Brasileirão passado existiam em bem maior número – e sobram desculpas nas coletivas pós-jogo. Inclusive comentei no twitter após a partida do final de semana: as justificativas que Tencatti vem dando vem sendo inversamente proporcionais no que vem se vendo dentro do campo. Cansamos de ver por aí, técnicos que ajustam a “cozinha” para parar de tomar gols, e, a partir desse ajuste, vão formatando a evolução nos demais setores. Porque não na Baixada? E quando se tem problemas sérios no setor ofensivo, como é o que se vê, achar saídas para que o time seja mais efetivo na frente. Hoje, o Brasil depende exclusivamente da boa fase de Fabrício. E só.

O próximo jogo já é daqueles encrespados. Enfrentar o Operário, no Paraná, não será fácil, mas torçamos para que, com uma semana para trabalhar, a melhora tão esperada do Brasil possa ser vista.

MERECE PALPITE

Brasil e Peru enfrentam-se hoje, pela Copa América. O Brasil (odd 1.23) vem sobrando na América do Sul, enquanto o Peru (odd 14.00) oscila demais. Não há espaços para zebras. Os comandados de Adenor Bachi devem passar para a final sem sobressaltos.


Os textos desta coluna são de responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a opinião dos editores do site.

Um comentário

  • Helvecio Machado Filho 05 / 07 / 2021 Resposta

    Eduardo do criciuma cairia bem no time.

Deixe uma resposta