Imagem: Rede Esportiva


Hoje pela manhã, ouvi o técnico Lisca, do América Mineiro, dar declaração interessante: “Ninguém quer mais ver chutão, bola quebrada, bico para cima. Se não, o menino vai vir com camisa do Barcelona, do Manchester City. Não vai mais torcer para os times daqui, porque vai ficar vendo bico e balão a tarde inteira e não vai querer.” – disse. Ele tem razão. Apesar de ser totalmente contra utopias futebolísticas, a declaração do técnico é cheia de fundamentos, e se aplica totalmente à nossa realidade.

Se pensarmos em uma disputa de Terceirona Gaúcha ou Série B do Brasileiro, existem vários pontos a serem definidos para tentar ter uma boa disputa. Mas a maioria deles podem entrar em uma palavra só, claro, que dentro de suas devidas proporções: planejamento. E acreditem: no final das contas, isso vai influenciar diretamente no que Lisca falou no começo do texto.

Falando diretamente sobre o Brasil, que em pouco mais de 20 dias, começa a Série B, entendo a angústia da torcida sobre novidades referentes ao plantel. A necessidade de melhora técnica é gritante, principalmente depois do que se viu no Gauchão, mas, como já falamos por aqui, eu prefiro dar um voto de confiança ao departamento de futebol Xavante.

É impossível crer que não vá haver melhora de um campeonato para outro, afinal, não precisa ser muito inteligente para notar que mantendo o que foi visto no certame estadual, as coisas dificilmente acabem dando certo. Mas, parafraseando a surrada frase dos dirigentes da aldeia há quase 100 anos, faço o mesmo aqui: não dá para contratar por contratar. O dinheiro é curto, e precisa ser bem investido. O planejamento não passa apenas por escolhas técnicas. Passa também por uma criteriosa escolha entre os nomes possíveis, por características necessárias e, claro, pela questão financeira.

E, pasmem, o planejamento na busca por bons resultados na série B não passa apenas pela formação do plantel, não. Passa por diversas questões extra campo: salário em dia, boas condições de trabalho, a logística acertada de viagens, e até mesmo o gramado em boas condições, como o próprio Brasil mostrou em suas redes sociais na semana passada, e muita gente não gostou. Mas é necessário. O que adianta, por exemplo, ter uma ideia de jogo construído, de passes curtos e aproximação, se o terreno da casa Xavante não ajudar nisso? Entendo quem está ávido por contratações, mas, quando o Brasil mostrou os cuidados com o gramado, mostrou uma boa notícia.

Não será muito fácil passar por mais uma série B, mas, neste momento, volto a dar o voto de confiança para os diretores Xavantes.

MERECE PALPITE
Hoje a tarde, pelo campeonato português, Porto e Farense se enfrentam em jogo de opostos. Enquanto o famoso clube português está na segunda colocação, na briga por uma vaga na Champions, após o Sporting disparar na frente na corrida pelo título, pega o Farense, que é penúltimo e está na zona do rebaixamento. Jogando em casa, o Porto, que tem odd 1.36, não deve deixar escapar a vitória.

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