Imagem: Rede Esportiva

Já falamos inúmeras vezes sobre o Brasil não poder “contratar por contratar”. É batido, surrado, mas é a mais pura verdade. Outras tantas vezes tu, teu amigo, teu vizinho, o amigo do teu vizinho e eu ouvimos que o Brasil não tem dinheiro. É verdade também. E aí? Faz time como? Eu respondo: usando todas as armas possíveis. Nem que para isso tenha de apelar para a criatividade, ouvindo “amigos” do clube e tentando fazer parcerias. E esse é um dos pontos a que o departamento de futebol do Brasil está se socorrendo. E não, isso não é uma novidade.

O vice-presidente de futebol do clube, Cláudio Montanelli, além de ser emblemático como dirigente e líder rubro-negro, tem casca grossa. Tem envergadura. O Brasil conta hoje, no comando do futebol, com um dos maiores dirigentes de sua história, e com um dos dirigentes mais conhecidos e respeitados do futebol gaúcho. E com o Brasil estando no patamar que está, automaticamente isso acaba se espraiando país afora.

E no último dia 15, em entrevista ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte, isso ficou mais nítido, quando Montanelli falou sobre essas parcerias com os clubes da capital mineira e dos laços mantidos com profissionais com relação junto ao clube.

“Tenho grandes amigos no futebol mineiro, pessoas que gostam realmente do Brasil e estão sempre dispostas a nos ajudar, pois sabem das nossas dificuldades e não medem esforços para ver nosso clube sendo competitivo”, contou Montanelli, mostrando que, em tempos de formalidades e salamaleques no futebol, a relação de parceria entre profissionais é importante, e ainda funciona. Se Arthur e Wellinton são jogadores que não servem para o Cruzeiro, que hoje tem Bruno José – que não servia para o Inter, e em um passado pouco distante serviu bastante para o Brasil – quem disse que eles não podem se dar bem na Baixada? E do Atlético, de Cuca e Rodrigo Caetano, que passaram pelo clube da Baixada na década de 90, já chegaram Wesley e Paulo Victor, e agora chegará o lateral Kelvin, que vem muito bem falado da capital do pão de queijo. Lembro que a rede de contatos rubro negra se estende ainda até o bairro do Horto, onde fica a sede do América, de Lisca e Marcio Hahn, que dispensam apresentações.

As contratações podem não dar certo? Evidente que sim. Futebol não é uma ciência exata. Quem se dá bem aqui, não se dá bem em outro local, e quem vem de bom momento em plagas mais distantes, pode não conseguir desempenhar futebol em bom nível por essas bandas. Mas, convenhamos: é preferível buscar nomes de centros consolidados, do que de onde nem sabemos.

MERECE PALPITE
Pelo campeonato paranaense, o Operário – adversário do Brasil na série B – vem de boa campanha na competição e enfrenta o novato Azuriz. O momento do time dos Campos Gerais é muito bom, e ele deve seguir adiante. A odd que a KTO dá para ele de 1.77 é considerada boa, tendo em vista as circunstancias da partida.

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