Imagem: Rede Esportiva

Enfim, uma partida que resultou em uma grande vitória. Se o começo do jogo contra o Goiás não foi dos melhores, logo em seguida as coisas mudaram, e com gols de Fabrício e Gabriel Terra, a primeira vitória veio, em um jogo com várias nuances. Não há dúvidas de que contra um grande adversário – e que deve subir – a vitória da sexta-feira, ganha um tamanho ainda maior.

Confesso que assustei-me com o começo da partida. O Goiás veio para decidir as coisas logo: fez um gol cedo, teve a chance de fazer o segundo no lance seguinte, e ainda pressionou por alguns minutos. Naquele primeiro tempo, em determinado momento, os minutos demoravam a passar. Por sorte, aos 25, o Brasil empatou com Fabrício, que foi no terceiro andar para cabecear, e voltou ao jogo. Fabrício, aliás, que já está confirmando o que falei nesse espaço há algum tempo, que seria (e já está) extremamente útil ao time de Tencati. Ele pode jogar como ponta e comandante de ataque, vem entendendo a ideia de jogo implantada e se mostra em constante evolução.

No segundo tempo, o Brasil não demoraria muito para virar o placar. Após Madson obrigar Matheus Nogueira a fazer grande defesa, no lance seguinte, Ramon – o melhor do jogo – fez a jogada e cruzou rasteiro para Gabriel Terra completar para o fundo da rede. O Esmeraldino ainda tentou empatar, e chegou forte com Alef Manga, Apodi e Elvis, mas não obteve sucesso, mesmo tendo um jogador à mais, já que em ato displicente, Gabriel Terra levou o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Foi uma noite rubro negra. Uma noite que deu mostras que logo ali na frente voltaremos a ver o Brasil com sua cara, pois o time, mesmo com alguns erros, disputou bastante e peleou o quanto pôde. Uma vitória contra um dos adversários mais fortes da competição dá moral, confiança e perspectiva de evolução, por mais que existam diversos pontos ainda que precisam ser trabalhados no aspecto evolutivo. A defesa teve trabalho, principalmente quando teve de encarar as descidas velozes quando o Goiás encaixava contra-ataques, mas, dentro do possível, se segurou. O meio-campo ainda toma forma, principalmente quando tenta construir algo. Ainda sigo achando que Lucas Santos, por característica, tem condições de ser o centro do time, jogando como meia central. Nitidamente é de outra prateleira. E na frente, se Viçosa antes do Covid já não apresentava atributos para entusiasmar o torcedor Xavante, e Jarro sofre com inúmeras lesões, Ramon e Fabricio vão se afirmando à cada partida.
Foi uma noite importante, não há dúvidas. A evolução, mesmo que devagar, está ocorrendo e o resultado foi mais importante ainda.

Aliás, até agora não consegui entender a reação desmedida e destemperada de Fernando Leite, gerente de futebol do Brasil, para com o repórter da Rádio Universidade, Léo Oliveira, ao final do jogo.

Assim do trilar final do apito do árbitro, ao invés de comemorar a primeira vitória na competição, Leite, que assistiu o jogo próximo dos repórteres, foi para cima do repórter acusando-o de promover campanha contra a comissão técnica do clube, sendo que, na verdade (confirmo, pois ouvia a RU no momento), Léo questionou o comentarista André Muller, sobre recado de um torcedor descontente do Brasil que ouvia o jogo. Falei no twitter e reitero aqui: considerei uma descortesia por parte de Fernando Leite. Ele não pediu meu conselho, aliás, nem nos conhecemos pessoalmente, mas ainda assim darei: se ele procurar o vice de futebol do clube, Claudio Montanelli, vai pegar belas dicas de como agir externamente em nome do clube.

MERECE PALPITE
Hoje, às 21h, a Argentina enfrenta o Paraguai pela Copa América. Mesmo enfrentando muitas instabilidades, não deve correr riscos, contra uma frágil seleção paraguaia. A odd (1.55) é considerada razoável e vale o investimento.


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