Foto: Victor Lannes / Rede Esportiva

A notícia da saída do atacante Marcinho do Brasil pegou muitos de surpresa. O jogador recebeu uma proposta e irá defender o Aves, da primeira divisão de Portugal. Mas, e o Xavante? Como fica sem a presença do atleta, que vinha sendo titular na equipe de Zimmermann?

O treinador Rogério Zimmermann falou sobre a saída do jogador na entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta (5): “Saída nunca é bom. Foi um jogador indicado por nós, que acompanhamos no Londrina, no Oeste. É um jogador de Série B, está acostumado a jogar a Série B com qualidade. Então nós indicamos, ele veio, tava bem. Para o treinador nunca é bom, mas enfim, temos que entender a situação do clube, essa situação financeira, e há um prejuízo, evidentemente, técnico, mas todos os clubes passam por isso. É uma coisa que dificilmente não acontece. É uma pena porque ele estava dando uma contribuição legal e vamos ter dificuldade em suprir essa carência. Mas não deixa de ser uma situação rotineira no futebol brasileiro”, comentou.

Zimmermann falou ainda sobre as possibilidades para suprir a ausência do jogador: “O Marcinho é um terceiro homem de meio-campo, assim como é o Juba. O Elias tem uma função mais parecida com Branquinho, não com as mesmas características, mas a mesma função. É tático, não é um velocista, mas tem velocidade”, analisou.

O Rede Esportiva questionou os profissionais da imprensa de Pelotas em quais aspectos o Brasil perde com a saída de Marcinho. Confira.

Arte: Rede Esportiva

“O Brasil perde muito com a saída de Marcinho. Foi através da sua entrada na equipe que o Xavante abriu o lado direito do campo e conseguiu ser mais eficaz no ataque. Antes, o time não tinha força ofensiva no setor. A mecânica na hora de construir o ataque melhorou porque Marcinho era opção de passe sempre em uma linha mais avançada. Perda considerável.

A chegada de Elias é um atalho usado por Rogério Zimmermann. Ele conhece o jogador e vice-versa. Ele atuava mais pela esquerda, mas pode ser deslocado para herdar a função de Marcinho. Douglas Baggio também é opção para manter os avanços na construção das jogadas ofensivas. Assim, o Xavante manteria o equilíbrio, alternando os lados na hora de atacar como fez nos últimos jogos.”

Arte: Rede Esportiva

“O Brasil perde muito com a saída do Marcinho. Ele foi o principal pilar técnico do Xavante nos nove pontos conquistados. Com ele o Brasil ganhava uma nova dinâmica no meio-campo. Mesmo não sendo um meia armador, centralizado, pelo lado ele conseguia construir jogadas que contribuíam para o crescimento de jogadores como Murilo Rangel e até mesmo o Branquinho. Ele e o Murilo Rangel se deram muito bem, trocavam muitas vezes de lado. Isso acabou contribuindo para que o Brasil fosse uma equipe mais agressiva, uma equipe que construía mais jogadas.

No atual elenco do Brasil, hoje, com os jogadores que ele (Zimmermann) gosta de jogar – embora possa colocar o Diogo Oliveira centralizado e deslocar o Murilo Rangel ou até mesmo outro jogador para o lado do campo -, o Brasil não tem um jogador como o Marcinho. Um meia rápido, de velocidade, que conseguiu agregar qualidade ao lado direito, principalmente na parte ofensiva. Marcinho teve qualidade enquanto esteve no Brasil no setor de criação de jogadas.”

Arte: Rede Esportiva

“Marcinho era sem dúvidas o principal destaque do Brasil nessa primeira parte de Série B. Talvez não o melhor tecnicamente, mas o mais importante do time.

A sua entrada no time na vitória contra o Guarani permitiu ao Brasil ter mais posse de bola no campo de ataque e uma melhor movimentação entre os jogadores de meio-campo. No elenco xavante, não vejo nenhum jogador com as mesmas características. Em Porto Alegre, no amistoso contra o São José, o seu reserva imediato foi Juba, que tem outra característica e que era o titular nas quatro primeiras rodadas.”

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