Nos últimos anos, o Brasil se distanciou da imagem do clube que, com a longeva passagem de Rogério Zimmermann, priorizava a continuidade do trabalho dos seus comandantes técnicos. Exemplo disso é que, em dois anos, o Xavante teve seis treinadores diferentes.

Logo em sua primeira entrevista coletiva, Bolívar ressaltou que os treinadores têm metodologias diferentes, mas que nenhum trabalho iria mudar repentinamente. Dependeria do tempo para os jogadores assimilarem a mudança.

O técnico Bolívar estreou na Série B na partida contra o Paraná, no Estádio Bento Freitas. Na ocasião, o time estava na 11ª colocação na tabela. Sob comando de Bolívar, foram sete partidas disputadas até agora.

Arte: Rede Esportiva

Mas, e o desempenho da equipe em campo? O Rede Esportiva questionou profissionais da imprensa:

Com Bolívar, o Brasil melhorou, piorou ou manteve o nível?

Marcelo Prestes | Rádio Universidade

“É um questionamento difícil, até porque entendo que ainda é cedo para termos uma avaliação do trabalho do técnico Bolívar. Em todo o campeonato foram poucas as partidas que o Brasil teve um bom futebol. Vejo ainda uma equipe em reconstrução, tentando assimilar as ideias do treinador. Como positivo, vejo a dupla Diogo Oliveira e Murilo Rangel e a manutenção do Cristian como titular. É uma equipe que busca propor o jogo e tem mais criatividade, mas esbarra na falta de tempo de treinamento e entrosamento. Bolívar tem muitos ajustes a fazer e junto da direção deve trazer mais reforços de qualidade. Só assim o time irá crescer de produção. Fora isso, continuará um time mais do mesmo.”

Rodrigo Oliveira | Rádio Pelotense

“Difícil fazer um prognóstico. Em alguns pontos, melhorou. Outros, teve um decréscimo de qualidade. Comparando a produção com o time do Rogério Zimmermann dá para dizer que o Brasil perdeu em alguns aspectos. Até pelas opções que o ex-técnico tinha e que Bolívar hoje não tem. Mas a soma de pontos passou a ser mais constante. Difícil chegar a uma opinião exata, mas dá pra dizer que piorou em alguns pontos e melhorou em outros.”

Vinícius Guerreiro | Diário Popular

“Piorou. Apesar de Bolívar poder chegar aos mesmos nove pontos em oito jogos, caso vença o São Bento, conquistados por Rogério Zimmermann, o Xavante é menos consistente. É um time que finaliza menos, média de dez chutes por jogo, e sofre mais finalizações: 16,8. Com Zimmermann, o Xavante finalizava mais, 13,75, e sofria bem menos chutes, 9,5. É preciso considerar alguns pontos: a falta de tempo para treinar – nenhum técnico consegue impor um modelo com um mês e sete partidas – e as perdas de Bruno Paulo e Marcinho. Porém, vejo um Xavante menos intenso e seguro na tomada de decisão. O grau de concentração com Rogério Zimmermann era maior. Bolívar tenta caminhar para um jogo de posse de bola, toques curtos e construção desde trás. Zimmermann tinha um jogo direto. São estilos diferentes, não há certo ou errado. Porém, o elenco parece se adaptar melhor ao jogo físico do antigo comandante.”

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