Foto: AI Figueirense

A crise no Figueirense parece só aumentar. Desta vez, o caso que chamou atenção foi o do zagueiro Zé Antônio, que sofreu uma concussão na partida contra o Sport, no domingo (15). Ao ser levado ao hospital, ficou sabendo que estava com o plano de saúde cortado. O pagamento seria de responsabilidade do clube que está em atraso com atletas e fornecedores.

Segundo o repórter da CBN de Florianópolis Janiter De Cordes, o jogador foi encaminhado ao hospital público Celso Ramos e aguardou na fila para ser atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Após o ocorrido, o jogador se manifestou em uma rede social: “Paguei minha consulta, eu posso pagar, porém, é o descaso com o funcionário… Falta de respeito às pessoas. Acham normal o que está acontecendo, mas não é. E se fosse um guri da base? Como pagaria se estivesse mal? (…) O ser humano é realmente muito estranho, por isso o mundo está como está. O amor ao próximo não existe mais, o ódio domina”, escreveu.

Crise

O primeiro sinal mais grave da crise no Figueirense aconteceu no dia 20 de agosto, quando os jogadores não entraram em campo contra o Cuiabá, na 17ª rodada, em forma de protesto por conta dos atrasos salariais. O jogo foi declarado com W.O.

De lá para cá, a crise se instaurou dentro de campo também e o time não conseguiu mais vencer. Além disso, foi despencando na tabela de classificação e hoje ocupa a vice-lanterna. São 13 jogos sem vitória.

Foto: reprodução / CBF

A relação com a torcida também não está das melhores. No jogo de domingo, no qual o Figueira perdeu para o Sport por 2 a 1, torcedores quebraram vidros no Estádio Orlando Scarpelli. Funcionários limparam o local e impediram que mais atos de vandalismo fossem cometidos.

Foto: Marcelo Siqueira

O treinador Vinícius Eutrópio falou sobre o ocorrido. “Peço que a torcida pense de outra maneira agora. Estamos em um momento que precisamos de apoio. Da força dessa torcida. Não é uma situação normal, foi uma coisa forte que aconteceu. A torcida também ficou assustada. O resultado não era para derrota, e o time foi muito forte mentalmente. Buscando até o final, quem entrou deu tudo. Temos que tirar coisas positivas. Nosso elenco é enxuto, hoje perdemos o Rafael, o Fellipe. Tenho certeza que vamos nos manter e buscar os pontos”, disse.

Base à deriva

Ainda neste final de semana outro acontecimento externou ainda mais a crise no clube catarinense. No sábado, a base do Figueirense enfrentou o Avaí pelo campeonato estadual da categoria. Antes da partida, os atletas não tinham nada para comer. Funcionários e os próprios jogadores compraram itens emergenciais para não entrar em campo com fome.

Arte: Rede Esportiva

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