A diretoria de patrimônio juntamente com os engenheiros responsáveis da construtora Porto 5, concederam uma entrevista coletiva, no salão de honras do clube, para esclarecer dúvidas sobre as obras no Estádio Bento Freitas,

O diretor de patrimônio Giovani Peres abriu a conversa falando sobre algumas dificuldades que o Brasil está tendo e teve durante as obras. Ele comentou ainda sobre o momento financeiro do clube. “A gente está trabalhando com uma situação financeira muito complicada, mas o nosso departamento está fazendo as coisas e terminando, do início ao fim. Assim foi na sala de academia e no vestiário do visitante. Não adianta a gente fazer várias obras e não terminar nenhuma. Queremos fazer as coisas corretas, não queremos correr nenhum risco de o corpo de bombeiros fazer uma vistoria e ficar apreensivos se vai liberar ou não”, disse.

Foto: Victor Lannes

O engenheiro responsável pela obra em geral, Paulo Henrique explicou a conjuntura atual da obra. “Essa primeira etapa a gente fechou a execução com 60% de remoção da arquibancada, para não retirar o restante da móvel onde hoje fica a torcida do visitante. Dia cinco de agosto foi o primeiro dia em que começamos a bater estacas. Nós temos um cronograma, nós ficamos de entregar a obra para Engemolde (empresa de pré-moldados) para eles darem início. Eles tem um prazo mínimo para o combinado com o Brasil, que é para estar jogando a Série B. A ideia é que até o início do Brasileiro esteja pronto”.

Paulo Henrique, engenheiro da Porto 5 (Foto: Victor Lannes/Rede Esportiva)

Segundo ele, o principal vilão para o andamento das obras tem sido o clima. “A gente teve o grande problema das chuvas. Teve dias que ficou uma semana cheio de água no local. Em 72 dias úteis de agosto para cá foram 32 dias com chuva e 40 dias com sol”, falou.

Sobre os próximos passos para a conclusão da primeira parte da arquibancada da Juscelino, Paulo conclui que: “Até o final de dezembro, início de janeiro, estima-se a entrega dos pré-moldados e o início da parte de serralheria. Em janeiro também entra a parte de vedações, de muros”, disse. O prazo para entrega é abril ou maio.

Parte da arquibancada da Juscelino Kubitschek deve ser entregue em abril de 2020. (Foto: Victor Lannes/Rede Esportiva)

O que envolve o trabalho da construtora?
O que envolve a construtora é a parte pré-moldada, que é o que está sendo feito, desde fundação, estaqueamento, levantamento de pilares, arquibancadas e depois as lages intermediárias. A parte de serralheria, que entra nesse meio tempo também. Vedações das arquibancadas e depois o fechamento de muros, que é aquela parte de baixo com gramado. (Paulo Henrique, engenheiro Porto 5)

Qual o tempo estimado para a conclusão da obra?
A nossa previsão é contar com essa estrutura nova para ser inaugurada no início da Série B. Depois nos temos que liberar a desmontagem da arquibancada móvel. Não é só uma decisão nossa, envolve bombeiros e brigada militar. Tem que fazer um procedimento técnico, para depois a construtora assumir. (Júlio Sanabria, engenheiro responsável pelo PPCI das arquibancadas)

Os pontos onde não se enxerga a linha fundo, era previsto no projeto ou foi algum erro?
A previsão do engenheiro nesse projeto era elevar o nível do campo, só que o clube está estudando esse recurso porque sai muito caro. Se a gente for contabilizar em metro cúbico de areia para elevar o nível do campo sai uma fortuna. A intenção inicial do clube é concluir a estrutura que a gente necessita realmente que é o estádio. Quando não tiver mais o custo da arquibancada móvel, que pesa, das obras de reforma e restauração, de construção, aí dá para o clube pensar na possibilidade de pensar nisso. (Júlio Sanabria, engenheiro responsável pelo PPCI das arquibancadas)

Engenheiro Júlio Sanabria (Foto: Victor Lannes/Rede Esportiva)

Como ficará a parte das sociais do clube?
Essa parte ainda não foi discutida. Esse trecho do estádio é o mais complexo para construção. Como ficou por último, por essa razão estamos fazendo um reforço estrutural na parte antiga, para protelar um pouco mais. Sabemos que não vai ser de imediato. No momento que a construtora concluir o tratado que fizeram com o Brasil, que com certeza já vai ser em 2020, a gente não vai poder continuar as obras de imediato. Até o clube levantar custos, acertar valores, não se sabe bem, talvez a Porto 5 continue ou não, depende da diretoria ajustar. Ainda não está nos planos. (Júlio Sanabria, engenheiro responsável pelo PPCI das arquibancadas)

Como está a situação de obras no CT da Sanga Funda?
O CT a gente está estudando o que vai ser feito. Existe uma estrutura comprada há alguns anos bem grande, de 600 metros quadrados, um prédio pré-moldado, estrutura metálica e essa estrutura está à disposição para que dê o embalo de infraestrutura necessária lá. Só que tudo tem custos, e não é pouco. Para fazer essa obra hoje exigiria uns 100 mil reais. Tá em pensamento, é uma vontade de todos. Nós temos muita coisa, o dinheiro é curto, não existe. (Cláudio Carvalho, vice de patrimônio do GEB)

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