Foto: Luiz Henrique / AI Figueirense

No início da tarde desta terça (17), após treinar com a equipe do Figueirense no centro de treinamentos, o treinador Vinícius Eutrópio recebeu a notícia do seu desligamento do clube. O técnico interino, que comandará o Figueira contra o Brasil na quinta, será Márcio Coelho.

Eutrópio chegou ao clube catarinense em julho deste ano, após a saída de Hemerson Maria. Foram apenas oito jogos comandando a equipe, com dois empates e seis derrotas, contando com o W.O sofrido contra o Cuiabá. No momento o Figueirense é o vice-lanterna da Série B com 22 pontos.

Após o anúncio da demissão, Eutrópio concedeu entrevista à CBN. “Poucas vezes me arrependi de alguma coisa na vida. Uma dessas vezes foi essa volta ao Figueirense. Foram 40 dias surreais. Estourou greve, faltou treino, faltou roupa… faltou respeito”, desabafou.

O treinador externou alguns fatos que ocorreram, dentre eles, acontecimentos do dia seguinte do W.O contra o Cuiabá. “Fomos chamados para uma reunião com a direção, que queria mandar embora seis jogadores e três integrantes da comissão técnica, e fui veementemente contra. Minha quarta passagem no Figueirense talvez tenha sido importante naquele dia. Se não fosse minha decisão de ser contra, teríamos tido o segundo W.O contra o CRB. O clube já estava parado, os jogadores foram aplaudidos por torcida e funcionários, e eles queriam fazer isso. Pelo menos o clube passou a vislumbrar uma chance de voltar aos trilhos”, contou.

Após a greve de jogadores pelos atrasos salariais, o rompimento com fornecedores e planos de saúde e a falta de alimentos na base, a saída do treinador é mais um fato que ilustra a forte crise que os Alvinegros estão sofrendo.

Encerrando a conversa, o técnico lamentou a atual situação do clube. “O Figueirense atual não é o Figueirense”.

Arte: Rede Esportiva

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