Foto: Victor Lannes

Após a notícia da saída do técnico Hemerson Maria na manhã desta quarta-feira (28), o repórter Marcelo Prestes, da Rádio Universidade, entrevistou o gerente-executivo do Brasil, Felipe Gil, sobre a situação nos bastidores do Xavante.

“É uma notícia que nos pega um pouco de surpresa, mas o professor acabou, na noite de ontem (terça), solicitando o desligamento dele. Eu e o presidente entendemos a solicitação. É uma decisão unilateral, infelizmente, é uma pena, mas vida que segue, vamos tentar seguir o trabalho da forma como vinha sendo feito e fazer com que o Brasil fique mais forte independente do que aconteça nos bastidores” comentou.

Sobre os motivos que levaram a decisão do treinador, Gil optou por manter entre as partes envolvidas. “Tinha algumas situações que ele vinha comentando e conversando, mas nada específico. Alguns motivos, obviamente, é melhor não falar da parte parte interna do clube, não cabe a gente ficar externando muito. Só temos à agradecer pelo profissional, pela pessoa, pelo caráter e por tudo que fez até agora nesse trabalho”, disse.

De acordo com o gerente-executivo houve uma reunião no sábado, mas isso não teria influenciado na decisão do treinador. “A reunião entre o Ricardo e eu foi para pontuar algumas coisas e tentar ajustar algumas situações, nada demais, nada que não aconteça normalmente em toda empresa (…) Pontuamos algumas coisas principalmente de parte administrativa”, relatou.

A escolha do novo treinador

O Brasil irá procurar um novo comandante que se assemelhe ao trabalho e modelo de jogo utilizado por Maria. “A partir do momento que fomos comunicados começamos a fazer alguns pensamentos em relação a linha de trabalho e a nomes principalmente. Agora na viagem vamos conversar, vamos tentar fazer a melhor escolha possível. Sempre tendo a participação, principalmente, do presidente para ter essa decisão rapidamente”, comentou.

O auxiliar permanente do clube, Cirilo, e o preparador físico Natanael assumirão interinamente a comissão e comandarão a equipe no próximo confronto, sexta-feira, diante do Vitória, na Bahia.

“Em primeiro lugar não podemos ter tanta pressa, o Cirilo é um profissional capacitado e estava completamente inserido dentro do contexto do trabalho. Temos que tentar escolher o melhor nome possível para esse momento. Logicamente toda mudança gera um desconforto, um pouco de ansiedade, tanto para o lado positivo como para o negativo, mas o nosso papel nesse momento é justamente esse, não desviar o foco para tentarmos seguir com boas atuações e ter os melhores resultados possíveis” disse.

 

 

 

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