Foto: Victor Lannes / Rede Esportiva

Frustrante. Assim pode ser descrito o desempenho do Brasil no Gauchão 2019. Jornalistas de Pelotas avaliaram o que levou o time à eliminação prematura no campeonato.

Marcelo Prestes | Rádio Universidade

O Brasil foi a grande decepção do Gauchão 2019. Tinha tudo para estar no mínimo entre os oito melhores do torneio, mas o time montado pela direção e pelo técnico Paulo Roberto Santos não deu liga. Os jogadores trazidos até que tinham qualidade, mas a pré-temporada curta e a pressão por resultados acabou afetando o trabalho de Paulo Roberto, que foi demitido para evitar o rebaixamento.

Gustavo Papa assumiu e, na base da conversa e da confiança dos jogadores, conseguiu evitar o vexame de ir para a Série A2 sendo o maior orçamento entre os clubes do Interior. A não classificação foi soma de vários fatores como planejamento errado, contratações equivocadas e qualidade baixa do elenco. O recado foi dado, e que sirva de alerta para o principal objetivo do ano, que é a manutenção na Série B .

Vinícius Guerreiro | Diário Popular

A falta de um modelo de jogo foi o maior erro xavante. O modelo é aquilo que norteia como a equipe se postará em campo. Envolve tática, técnica, cultura local e outros fatores. Faltou essa avaliação desde o treinador até as contratações e renovações. O Brasil quer ser um time reativo e de progressão rápida ao ataque como era o time de Rogério Zimmermann? Então precisa de um técnico que treine assim e jogadores com essas características. Além disso, falta uma voz forte no vestiário. Camilo e Leite fazem o papel que deveria ser de um dirigente, seja ele executivo ou não remunerado.

Há também o peso de atletas que ficaram bem abaixo do nível esperado, principalmente os jogadores de defesa. Carlos Eduardo, Ricardo Luz, Helder, Nirley, Heverton, Leandro Leite, Washington, Velicka, Boquita e Luiz Eduardo foram individualmente mal.

Eduardo Torres | Rádio Pelotense

O pouco tempo de preparação pesou no começo, claro. Mas isso é algo que precisa ser administrado, pelo fato de o Brasil ter aumentado de “tamanho” e estar entre os 40 maiores clubes do país. A escolha por Paulo Roberto Santos se mostrou equivocada. Mesmo com um perfil parecido com o de Zimmermann, ele colocou uma ideia de jogo que não era exequível para a disputa do Gauchão e, principalmente, oposta a tudo que deu certo no clube nos últimos anos. Erros de avaliações quanto a alguns jogadores foram grandes, e a insistência com alguns também. O Brasil ganhou um fôlego com Papa e teve vitórias importantes contra São José e Pelotas, que o asseguraram na elite. Porém, os sucessivos erros do começo impediram a classificação.

Foto: AI Brasil

Tallis Machado | Rádio Tupanci

O planejamento equivocado e o erro na escolha do técnico custaram muito caro ao Xavante no Gauchão 2019. Contratações equivocadas e jogadores em má fase técnica contribuíram com esta eliminação precoce. Quando acordou no campeonato,  já era tarde demais e acabou não avançando à segunda fase.

Resultado decepcionante para a equipe de maior investimento do interior gaúcho e que está na Série B do Brasileiro.

Fernando Monassa | Rádio Pelotense
Erro no planejamento para o Gauchão e demora para trocar o técnico. Faltou também qualidade em alguns setores da equipe. Exceto o Bra-Pel, o time não ganhou nenhum jogo no Bento Freitas.

Gustavo Louzada | Rádio Universidade
Alguns fatores contribuíram para a não classificação Xavante. Primeiro, a pré-temporada curta, de menos de 20 dias. O início de 2019 mostrou um Brasil muito atrasado fisicamente em relação às demais equipes na competição.

Segundo, Paulo Roberto foi uma aposta que deu errado. Mesmo sendo indicado por Rogério Zimmermann, o treinador – de histórico vitorioso – não conseguiu dar padrão de jogo ao time xavante e saiu sem vencer nenhuma partida, com atuações muito abaixo do esperado.

Terceiro, a contratação de jogadores sem identificação com o futebol gaúcho. Mesmo com o maior orçamento do Interior, na minha visão, os atletas demoraram a pegar o “espírito” do Gauchão e não empolgaram o torcedor em momento nenhum durante a primeira fase.

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