Foto: Jonathan Silva / AI Brasil

O Rede Esportiva perguntou aos repórteres das rádios locais quais seriam os motivos deste início sem vitórias do Brasil na Série B do Campeonato Brasileiro. Com o grupo atual, é possível reverter essa situação que parece caminhar para briga contra o rebaixamento? Veja as respostas e saiba qual seria o time ideal para eles.

Marcelo Prestes | Rádio Universidade

O Brasil é uma equipe em reconstrução, mesmo que a base do time se encontre no Bento Freitas desde o início do ano. Rogério Zimmermann chegou há pouco e ainda está escolhendo a equipe ideal. Nos dois primeiros jogos, ainda que com as derrotas, vi uma evolução mesmo que pequena. Vi mais méritos dos adversários do que demérito do Xavante. Até aqui, o ponto fora curva foi a derrota para o CRB, em que nada deu certo. Liga o alerta e a atenção deve estar redobrada para que esta reconstrução termine logo e o time se reencontre com as vitórias.

É preciso se reforçar em posições pontuais para a titularidade. Um zagueiro, um lateral-esquerdo, um volante para a primeira função e mais um centroavante.

O time ideal: Carlos Eduardo; Ednei, Leandro Camilo, Bruno Aguiar e Pará; Leandro Leite, Jatobá, Douglas Baggio, Diogo Oliveira e Bruno Paulo; Rafael Grampola.

Eduardo Torres | Rádio Pelotense

O mau começo do Brasil na Série B, de certa maneira, é reflexo do planejamento errado para esta temporada. É notório que as condições financeiras atuais do Brasil são um complicador para reformulações no elenco, mas é claro que falta qualidade. Em 2019 não temos nenhum dos grandes clubes do país na Série B, o que implica em um equilíbrio ainda maior. O Brasil apresenta um bom nível de competitividade – como sempre o teve sob o comando de Zimmermann – mas só isso é pouco. O mau começo se dá pela falta de qualidade.

É muito precoce fazer qualquer avaliação definitiva de uma competição que acaba apenas no final de novembro. Porém, pelo começo, é claro que as perspectivas não são nada boas. Hoje, vejo que o Brasil precisa de quatro titulares: um zagueiro, um lateral-esquerdo, um volante e um meia. Claro, se as condições financeiras do clube permitirem. Com menor urgência, coloco a chegada de um camisa 9 e um lateral-direito para aumentar o leque de opções de Zimmermann. Por fim: a chegada de um goleiro – experiente e de bom nível – faria bem ao clube e ao próprio Carlos Eduardo.

O time ideal: dentro das opções no grupo atual, apostaria em Carlos Eduardo; Ednei, Bruno Aguiar, Leandro Camilo e Pará; Leandro Leite, Jatobá, Daniel Cruz (Branquinho), Diogo Oliveira e Bruno Paulo; Rafael Grampola.

Tallis Machado | Rádio Tupanci

Acredito que o começo da Série B seja ruim porque o time, além de estar em formação (novamente), não consegue ter um padrão de jogo nem de escalação. A cada jogo o técnico do Brasil acabou sendo forçado a realizar trocas no time que modificam o modelo de jogo, o que prejudica muito uma possível evolução do Brasil enquanto time. Algumas decisões do técnico também são questionáveis, como a não escalação de Diogo Oliveira no time titular no lugar de Murilo Rangel, que não vive bom momento, especialmente pelo método de jogo usado por Rogério Zimmermann. Talvez, com os dois juntos, Rangel poderia render mais, jogando um pouco mais atrás e não como o 10 clássico. Agora, com a chegada do tão desejado centroavante (Grampola), acredito que o time possa começar um processo de evolução dentro da competição.

Acredito que seja possível sim escapar do rebaixamento, mas será necessário que o Brasil encontre rapidamente uma equipe titular e consiga dar sequência a ela, já que nas individualidades será difícil o Brasil superar as outras equipes. A alternativa que se apresenta é melhorar e ter uma boa Série B na base do conjunto e do trabalho coletivo que Rogério pode desenvolver à frente do Xavante.

O time ideal: eu tentaria um 4-4-2 mais clássico com Bruno Paulo e Grampola no ataque e formaria o time com: Carlos Eduardo; Ednei, Bruno Aguiar, Heverton e Pará (quando recuperado de lesão); Leandro Leite, Jatobá, Murilo Rangel e Diogo Oliveira; Bruno Paulo e Rafael Grampola.

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