Foto: AI Joinville

Rafael Grampola é o novo atacante do Brasil para a Série B do Campeonato Brasileiro. O Rede Esportiva conversou com Gabriel Fronzi, repórter da Rádio 89 FM, de Joinville. Veja o que ele falou sobre o camisa 9:

Artilharia

“Ele é um bom jogador, tem nível de Série B e os número dele no JEC mostram isso. Quando ele chegou foi artilheiro da Série C, artilheiro da Copa Santa Catarina enquanto jogou e artilheiro do Campeonato Catarinense, sendo indicado a um dos prêmios de melhor jogador do campeonato.”

Temporada passada

“Como o Joinville estava na Série C (em 2018), ele ganhou uma projeção muito grande. Tanto que jogou a primeira fase da Série C pelo Joinville, o time foi mal, não conseguiu se classificar, foi rebaixado e ele acabou indo para o Paraná, emprestado. Só que o Paraná também foi mal (a equipe foi rebaixada em último lugar e com apenas quatro vitórias).”

A volta ao Joinville

“Este ano aqui no Joinville era uma situação meio estranha. Ele deixou um time de Série A para vir para um time que tinha sido rebaixado para a Série D, então ele deu uma desmotivada natural. Acabou perdendo espaço e teve uma lesãozinha no começo da temporada que acabou atrapalhando. O cara que entrou no lugar dele, o Hugo Almeida, foi muito bem, tanto que foi indicado como um dos melhores atacantes do estadual. Ele (Grampola) acabou não conseguindo recuperar o espaço.”

Pressão

“Como a média dele foi muito boa no começo, já que teve a melhor média de um atacante na história do Joinville em 30 jogos, a régua foi lá pra cima e o pessoal aqui ficou mal acostumado. Como ele oscilou, e é normal para um atacante da qualidade dele, isso acabou gerando uma pressão extra. A torcida queria aquele Rafael Grampola do começo, que é um Rafael Grampola que não vai surgir sempre, afinal a gente não tá falando de um jogador numa prateleira lá em cima. ”

Afinidade com a comissão técnica

“Acho que no Brasil ele pode ir bem, afinal, ele conhece bem o Kila e conhece bem o Zimmermann, já que eles trabalharam juntos. Com o Rogério Zimmermann, o Grampola foi o artilheiro do Campeonato Catarinense, isso dá pra ter uma boa noção.”

Estilo

“Ele é um cara diferente. É muito humano, não é o estilo boleirão, é um cara atípico. Não é mala, não é um cara que se acha demais. Ele tinha tudo pra não ser um cara fazedor de gols, um cara que vai ser o ídolo. Ele é bem um ponto fora da curva, positivamente falando.”

Expectativa no Xavante

“Tem tudo pra ir bem no Brasil, principalmente pelo jeito que joga o Rogério, com um time um pouquinho mais retrancado, que sofre menos gols, mas que trabalha bem a jogada de bola aérea, jogada de linha de fundo. Historicamente, um camisa 9 sempre se deu bem nas mãos do Rogério, e com o Grampola não vai ser diferente.”

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