Foto: Victor Lannes

Com a saída de Hemerson Maria, o torcedor xavante segue na expectativa para saber quem será o novo treinador do Brasil para o restante da Série B do Campeonato Brasileiro. Na tarde desta quinta-feira (29), o presidente Ricardo Fonseca concedeu entrevista ao repórter Marcelo Prestes, da Rádio Universidade, e falou sobre a situação.

O dirigente preferiu não comentar sobre os motivos da saída do treinador. “Fomos pegos de surpresa com a saída do Hemerson. Agora vamos em frente para tentar achar outro treinador para dar sequência na competição. Isso é interno nosso, o que conversamos, debatemos e o próprio pedido de demissão dele, para não nos esticarmos muito. Mas, lógico que nos pegou de surpresa, é coisa do futebol, a gente entendeu a colocação dele e fizemos nossa colocação. Vida que segue, o Hemerson é um bom treinador, logo estará bem empregado. O Brasil logo vai estar com outro treinador e seguir na competição”, disse.

Questionado se houve algum problema entre o treinador, os jogadores e demais funcionários, o presidente negou que tenha havido desentendimento no vestiário. “É um vestiário muito harmônico, consultivo, trabalhador… Essa gurizada que está chegando agora está dando uma dinâmica forte no ataque. Precisávamos dessa juventude e, lógico, que os mais velhos dão o suporte. É um vestiário forte, que está todo mundo unido em prol de que o Brasil faça uma boa campanha”, contou.

De acordo com Fonseca, é pré-requisito que o novo treinador conheça a competição e dê sequência no trabalho que vinha sendo feito por Maria. “Vamos contratar um treinador que conhece a competição, que tenha o perfil do clube, que conheça e tenha olhado os jogos do Brasil. É por aí que vamos atrás de um treinador que possa fazer o fim dessa competição”, avaliou.

Sobre os profissionais cotados para o cargo, o presidente não entregou e brincou: “Tenho setenta nomes (risos)”.

Perguntado se Claudio Tencati seria uma das opções pensadas, Fonseca respondeu: “É um nome forte, o Itamar também, conversamos com ele uma época, tem vários nomes que podem acabar vindo treinar o Brasil”, disse.

Nesta sexta, contra o Vitória, na Bahia, o Brasil será comandado por Cirilo, auxiliar técnico permanente do clube, mas a ideia é que para a próxima rodada da Série B, o acerto já esteja encaminhado. “Provavelmente na terça-feira já esteja o comandante aí. Não quero dizer que vai estar no jogo, mas provavelmente já esteja olhando”, falou.

Outras questões abordadas na entrevista:

Marcelo Prestes – O senhor está em um termino de mandato, muitos treinadores pedem um ano de contrato, até o final de 2021, como irá lidar com essa situação?
Ricardo Fonseca – Mesmo que eu estivesse com o mandato ainda no ano que vem, provavelmente iria trazer o treinador até o fim da Série B. Para podermos fazer a avaliação certa e daqui a pouco uma renovação de contrato.

MP – Por que o Wesley não recebe oportunidade e o que houve que o Leandro Leite não vem recebendo nem lista nos últimos jogos?
RF – Isso é opção do treinador, né? Eu não escalo o time, é opção do treinador do dia a dia. São coisas que a comissão técnica tem autonomia para isso.

MP – Muitos contratos expiram no dia 30 de novembro, fica a cargo de quem escolher se os atletas renovam para o ano que vem? Da diretoria ou do próximo treinador?
RF – A maioria já renovou contrato até o fim da Série B.

 

 

 

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