Foto: AI Pelotas

Maicon Sapucaia | Meia | 38 anos | Natural de Sapucaia do Sul

O caso não é isolado. O ex-meia Maicon Sapucaia é mais um daqueles atletas que tem a dupla Bra-Pel no currículo. Mas ao contrário de outros, pode orgulhar-se de ter participado de um acesso em cada lado.

Em 2013, Sapucaia chegou ao Brasil com receio de colocar em xeque o que havia feito no rival Pelotas. No fim, percebeu ter tido êxito na escolha feita: foi campeão da Divisão de Acesso com a camisa rubro-negra para depois sair e defender o Sapucaiense. “Eu sabia que seria um desafio e acabei aceitando. Não me arrependo nem um pouco, gostei muito de ter vestido a camisa do Brasil”, diz.

Antes de atuar na Baixada, Sapucaia teve uma relação mais longa com o Pelotas. Durante quatro anos defendeu as cores áureo-cerúleas. Titular do Lobo, ele ficou de 2009 a 2012, com algumas alternâncias no segundo semestre. E assim como no Brasil, o acesso à elite do futebol gaúcho ficou na memória como um dos momentos mais marcantes dentro do clube. “No Pelotas foi muito especial. É um time que guardo no meu coração”, comenta.

Questionado se mantém contato com algum colega de elenco, de Brasil e Pelotas, ele menciona uma série de pessoas. Do lado azul e ouro, cita Sandro Sotilli e Tiago Duarte, além de Roger Bauer, que nas próprias palavras é “um grande irmão”, e o cumpadre Bruno Hepp. Do lado rubro-negro, fala de Cirilo e Gustavo Papa, que hoje fazem parte da comissão técnica permanente xavante, e Leandro Leite. Sapucaia ainda lembra com carinho de Rogério Zimmermann. “Respeito demais. É um dos melhores treinadores que já tive, junto com o João (Beschorner) foi muito importante para mim.”

Qual clube marcou mais?

Apesar da experiência em ambos os lados, Sapucaia nem tudo pode experimentar pelo Brasil. Certas coisas, por conta do fator tempo, o ex-jogador pode provar apenas defendendo o Pelotas. Uma delas, o Bra-Pel, que jogou apenas uma vez. Em 2011, atuou pelo lado azul e ouro no clássico 349, na Boca do Lobo, que teve a vitória do Brasil por 2 a 1. Mesmo com o revés, não tem dúvida em afirmar: “Foi umas das maiores emoções que eu tive na minha vida.”

 
 

Dizer qual clube marcou mais também não faz Sapucaia fugir da resposta. “Foi o Pelotas. Até por ter sido mais tempo. Tenho um carinho muito grande pelo clube”, admite.

Depois de sair do Brasil, em 2013, Maicon Sapucaia passou por Sapucaiense, Cerâmica e encerrou a carreira em 2015, no Inter de Santa Maria. “Já estava decidido a parar de jogar futebol. Não queria uma despedida nem nada, apenas parei.” Morando em sua terra natal, que leva como apelido, o ex-atleta trabalha hoje no gabinete do vice-prefeito Arlênio da Silva. E não parece mais ter empolgação pelo esporte em que se destacou: “Jogar, hoje, só de brincadeira. E olhe lá.”

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