Foto: divulgação / Ludogorets

Por onde anda?

Rafael Forster | Lateral-esquerdo / Zagueiro | 28 anos | Natural de São José/SC

A carreira de Forster começou tipicamente como a de um menino apaixonado por futebol: bem cedo. Na base do Inter, em Porto Alegre, ele começou a jogar e desenvolveu características para, mais tarde, atuar profissionalmente. Seu primeiro clube profissional foi o Audax, de São Paulo, em 2011. Jogou apenas dois anos até chegar ao Xavante, em 2013, para a disputa da Divisão de Acesso.

Durante três anos, Forster alcançou feitos importantes pelo Brasil: o título da Divisão de Acesso, dois títulos do Interior consecutivos e o acesso para a Série C nacional. Guardou boas lembranças do Bento Freitas. Ainda assim, não esquece de um momento difícil superado graças ao apoio da torcida, pela qual mostra gratidão.

“Na Divisão de Acesso em 2013, contra o Avenida, fiz um gol contra e a torcida do Brasil me aplaudiu e me deu apoio. A torcida motiva a melhorar a cada treino, a cada jogo.”

Ao lembrar o momento mais especial que passou na Baixada, o ex-lateral-esquerdo rubro-negro não afirma com convicção. Mas diz: “Acho que o mais especial foi contra o São Paulo, de Rio Grande, quando fiz o gol de pênalti. Ali estávamos sendo campeões da Divisão de Acesso.”

Relembre


Em 2015, Rafael jogou pelo Goiás e logo em seguida teve uma proposta da Ucrânia. A ideia de sair do país foi assustadora para o jogador. Seria uma mudança muito grande, porém uma oportunidade que poucos atletas têm. Oportunidade essa que, vestindo as cores do Zorya, o possibilitaria viver um sonho de infância: encarar atletas consagrados do nível de Ibrahimovic.

Foto: divulgação / Ludogorets

“Para mim, jogar contra craques como Ibrahimovic era só no videogame (risos). Mas foi uma experiência muito boa. Te dá vontade de estar no meio desses jogadores e jogar esses tipos de competições. Ali jogam atletas de alto nível e você acaba sentindo isso também, que você é de alto nível.”

Atualmente vivendo na Bulgária e titular do Ludogorets – um dos principais times do país -, na cidade de Razgrad, Forster relata que a adaptação é difícil. Com apenas 25 mil habitantes, há poucos lugares para se distrair entre um treino e outro. Por sorte, o time conta com oito brasileiros, o que tem facilitado a rotina.

As diferenças entre Brasil e Europa também são notadas no campo. E elas têm transformado o futebol de Forster. Lateral com a camisa do Brasil, ele atualmente exerce a função de zagueiro. “Aqui é mais toque de bola, mais tático do que uma jogada individual, do que uma bola parada. O pessoal gosta de jogar com passes e é um estilo de jogo que gosto”, explica.

Forster novamente na Baixada?

Sempre de olho nos resultados do Brasil, Forster diz sentir saudade do futebol aguerrido e disputado do Campeonato Gaúcho. Tem muita vontade, inclusive, de voltar ao Brasil. Porém, tem o receio de que sua nova função, como zagueiro, não seja bem aceita no país, por ter 1,82m.

“Tens o contrato para eu assinar? (risos). Voltaria com o maior prazer. Hoje jogo numa nova função e estou adaptado, então teria que ser como zagueiro, mas certamente voltaria. Tenho saudade do Xavante.”

Saudade à parte, o fato é que o retorno de Forster hoje seria bastante improvável. Titular da equipe que lidera o Campeonato Búlgaro, o atleta vive um momento de grande valorização. Seu salário, portanto, encontra-se incompatível com a realidade xavante. Mas nada que o tempo e toda essa empatia, Forster e Brasil, não possa resolver.

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